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terça-feira, 14 de julho de 2015

Wishlist - books

Decidi fazer uma lista de livros que gostaria de comprar/ganhar. Os riscados são os que já foram de alguma forma providenciados!

Vou atualizando ela por aqui mesmo.

1) Gone, baby, gone
2) Destrua este diário
3) O Oceano no fim do caminho
4) O menino do pijama listrado
5) O mundo de Sofia - lido
6) Como falar dragonês (thanks, Blackfriday Amazon)
7) Como mudar uma história de dragão
8) Como navegar em uma tempestade de dragão Thanks, John
9) Como partir o coração de um dragão Thanks, John
10) Como pegar a joia de um dragão
11) Como roubar a espada de um dragão
12) Como ser um pirata
13) Como trair o herói de um dragão
14) Como treinar o seu dragão presente meu para mim
15) Como treinar o seu viking
16) Quem é você, Alasca? Thanks, Duu
17) Era uma vez um corredor
18) O salmão da dúvida Thanks, Leo x)
19) Extraordinário Presente de mim para mim
20) Precisamos falar sobre Kevin
21) O jogo de Ripper
22) Guia de um ciclista em Kashgar
23) Guia do heroi para vencer dragões mortais
24) Os assassinos do cartão-postal Thanks, Nicete
25) O conde de monte cristo
26) A Metamorfose - graphic novel
27) O mundo assombrado pelos demônios
28) Fever Pitch
29) Uma questão de segundos
30) The body
31) O alfabeto de ossos
32) Contos de Imaginação e mistério
33) O retrato de Dorian Gray - lido
34) Drácula - lido
35) O dia do curinga - lido
36) Uma longa queda - lido (original)
37) À espera de um milagre
38) Tudo se ilumina
39) Fique onde está e então corra - John Boyne Obrigada, baby
40) Coraline


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Fique onde está e então corra

Se eu só pudesse indicar DOIS livros de cada autor que eu amo, do John Boyne eu indicaria "O garoto no convés" e "Fique onde está e então corra". 
Juro que quando começaram a divulgar "Fique onde está...", eu fiquei empolgada, mas nem tanto. Dei um share básico no Face, marcando meu namorado (para ele ter a grande sacada de me comprar um quando desse na telha), e acabei ganhando o livro dele (uma coincidência e tanto, vocês não acham?).
Só uns três dias atrás, no entanto, é que tive a oportunidade de lê-lo. Eu o devorei. Fazia tempo que isso não acontecia, por mais que eu adore ler.

"Fique onde está e então corra" é uma prova de que livro grosso não é sinônimo de livro bom. Não me levem a mal, eu gostei muito do "O ladrão do tempo", por exemplo, mas "Fique onde está e então corra" está, para mim, numa categoria muito acima de "O ladrão do tempo". 

Sobre o que é o livro?
É a história de Alfie Summerfield, um garoto londrino que no início da história está comemorando seu aniversário de 05 anos. Bem no dia em que as batalhas da Primeira Grande Guerra começaram: 28 de julho de 1914. 
Seu pai, Georgie um leiteiro muito corajoso, resolve se alistar voluntariamente, a contragosto de sua esposa, Margie e sua mãe, vovó Summerfield. Depois que a guerra começou, as coisas mudaram bastante na rua Damley, onde Alfie vivia com seus pais. Uma delas é justamente que seu pai está ausente. Georgie sempre mandava cartas no começo, mas com o tempo elas foram se tornando menos frequentes, e quando chegavam, Margie as escondia do filho, que acabava encontrando debaixo do colchão, até que um dia não encontra mais nenhuma, e, como um trem que emite um ruído contínuo e insistente, levando embora entes queridos, ele só conseguia pensar "morreu-meu-pai-morreu-meu-pai-morreu-meu-pai-morreu...". E todos os dias ele abria o jornal na página de óbitos, para conferir se o número que deram ao seu pai, quando se alistou, aparecia.
Esperto, Alfie não se conforma com as respostas vagas da mãe, quando lhe perguntava onde estava seu pai e ouvia as palavras "ele está numa missão secreta para o governo, e por isso não pode escrever" (ou coisa do tipo, estou obviamente parafraseando). Assim, acaba indo atrás de informações, mas nunca as obtém de ninguém. Até que um dia, uma pista de onde seu pai poderia estar cai literalmente do céu. E então, ele vai atrás do seu pai.
Essa não é uma história sobre a Primeira Guerra Mundial. É uma história sobre o amor, acredite. 

Se eu não tinha ficado empolgada com o anúncio, posso dizer que chorei horrores lendo o livro. Alfie cativa o leitor desde o começo, com sua simplicidade e bondade. Há uma passagem no livro que me emocionou em especial, porque ele demonstra que para resgatar alguém é preciso, antes de mais nada resgatar memórias. E é com a simplicidade de Alfie que ele faz isso. Não reavivando uma memória complexa e cheia de detalhes, mas justamente aquela, do dia a dia, que as pessoas às vezes deixam passar despercebidas. Para mim, esse foi o grande trunfo do livro. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Pequena Abelha

Era nosso aniversário de dois anos de namoro. Já tínhamos jantado e até recusado a sobremesa porque estávamos satisfeitos e esperávamos a conta. E então eu tive a brilhante ideia de contar sobre o livro "Pequena Abelha", de Chris Cleave, para meu namorado. Contei a história toda. Não toda detalhada, claro. Afinal, ainda que não tenham trazido a conta em questão de segundos, nunca há muito tempo para uma grande narração nesse intervalo. Mas contei sobre o assunto, o clímax e o final (sim, porque eu sei que ele nunca vai ler o livro mesmo). Prometo não contar o final aqui, entretanto. Porque espero, com sinceridade, que você o leia.

A história é sobre refugiados. Pequena Abelha é o nome de nossa protagonista. Não é seu nome verdadeiro, é um nome que criou para se proteger, para viver, não num anonimato, mas em meio à esperança de continuar viva. A trama, é claro, gira em torno especificamente de Pequena Abelha, uma nigeriana que foge de seu país rumo à Inglaterra, mas é detida por 2 anos assim que lá chega. 
Temos outra narradora no livro, Sarah, cuja história se cruza com à de Pequena Abelha num passado nunca por ambas esquecido. Talvez você ache melhor classificá-la como coprotagonista, ao lado de "Abelhinha", como também gostava de ser chamada. Mas, pessoalmente (e sou eu que lhes escrevo, de modo que posso escrever o que bem entender - muaha-ha-ha :P) eu não a consideraria assim, apesar de o livro todo revezar os relatos, ora de Abelhinha, ora de Sarah. É só porque, como disse inicialmente, a história é sobre refugiados (é como eu vi o livro, ao menos). A história de Abelhinha é uma entre outras tantas. É fictícia, mas é a personificação de muitas histórias verdadeiras, não tenho dúvidas. O próprio autor ao fim do livro diz que, embora o centro de detenção onde Pequena Abelha ficou por 2 anos não exista, ele é baseado em relatos de refugiados que realmente estiveram em centros como aquele. 
Eu não quero contar-lhes muito a respeito do livro. Achei ele simplesmente genial. Eu peguei-o para ler, confesso, sem esperar muita coisa dele, ainda mais porque é daqueles livros que enche de declarações de um tanto de críticos na contracapa e ainda não quer revelar nem sobre o que a história trata. E, cá entre nós, perdão pela vulgaridade, mas geralmente quando fazem isso, o produto é uma merda. Mas, se já faço muito em revelar sobre o que o livro irá trazer, não me atrevo a contar nada mais. Se ele quer se anunciar como o faz, cheio de mistérios, só acredite em mim: ele o faz por merecer! Ele pode!
Só tem mais uma coisinha que queria dividir aqui a respeito do livro. Em geral, ele é genial por uma série de motivos, a história é fascinante, os personagens vão criar reações em vocês, mas, tem um QUÊ a mais em tudo isso, que costuma ser MUITO importante para mim: ele é cheio de frases de efeito. Frases de efeito geniais. Quando eu pensava que tinha lido a melhor delas, logo me aparecia outra. Acho que não consegui eleger uma favorita. Mas se vocês conseguirem, por favor, compartilhem ela aqui comigo! 
Boa leitura.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

História de amor

Se o eu de hoje contasse para o eu de outrora que encontrei o amor da minha vida, eu provavelmente ficaria feliz, mas daria apenas um sorriso, como quem quer ser simpática e não ferir os sentimentos de quem nos vem contar uma boa novidade. Pois é, eu não acreditaria. 
Mas faz exatamente dois anos que, não eu, mas ele mesmo, o meu amor, vem tentando me provar que chegou mesmo, e dessa vez para ficar. Eu, que também não sou boba, vou deixando ele me seduzir, me enrolar nessa história, e, secretamente, de vez em muitos quandos, venho à tona e assumo, "sim, ele é o amor da minha vida". 
Hoje é um dia especial para essa afirmação. Algumas coisas passam a ser reais com o tempo, e, se eu mantiver esse ritual, de ano em ano, não há como negar que meu amor se torna um amor para toda vida; o amor para toda minha vida. Por isso eu celebro cada dia, cada mês, cada ano ao lado dele. Não porque  meu amor seja hoje menos real do que amanhã, mas porque haverá mais memórias, e de memórias é que se conta uma história. E a nossa está sendo linda, e vai continuar sendo. É assim que enxergo nós dois. E quanto mais pudermos contar de nós mesmos, mais reais seremos não um para o outro como amor, mas como personagens de um enredo, cuja trama principal nada mais é que a nossa própria vida. 
Obrigada por ser não apenas meu historiador, mas meu coprotagonista dessa história que estamos escrevendo juntos. 
Com todo meu amor,
Sempre sua

terça-feira, 18 de março de 2014

Um dia

Alerta, spoiler!
O que me levou a ler "Um dia", de David Nicholls foi, sem dúvida, a capa do livro. Mais honesto seria dizer, o que eu LI na capa do livro. Nada mais, nada menos que um breve comentário do Nick Hornby. "O QUÊ??? O NICK LEU O LIVRO? TAMBÉM QUERO!", pensei comigo. O comentário dele? "Cativante, inteligente, espirituoso". 
Olha, eu concordo com ele. O livro cativa porque, como os romances em geral, queremos saber a história. Emma Morley é um tanto teimosa, mas ainda assim é uma protagonista da qual gostamos facilmente. Foi ficando mais chatinha com o passar dos anos, sem dúvida. Mas eu atribuo isso à sua própria teimosia. E por todas as coisas bacanas que Dexter poderia ter feito, mas não fez. Simplesmente porque estava bêbado demais e, sóbrio, não achava que a ideia era tão bacana assim. Uma pena. 
É inteligente por dois motivos: sua estrutura e a personalidade de Emma. A estrutura é feita com as histórias paralelas de Em e Dex a cada 1 ano, todo dia 15 de julho, dia de São Swithin - que, segundo Dex, se chover nesse dia, choverá por 40 dias assim. Achei uma metáfora encantadora. Emma e Dexter vivem 20 anos nem chovendo e nem molhando, e não apenas 40 dias. É como se eles tivessem parado no tempo, no primeiro encontro e permanecido no mesmo estado por todos esses anos. Não que cada um não tenha evoluído (ou decaído) nesse meio-tempo, mas, em relação ao sentimento entre os dois, há uma paralisia que incomoda nós leitores. TODO mundo sabe que Emma e Dexter se gostavam e que deveriam ficar juntos. E por que isso não acontece em tantos anos? Bom... já disse lá atrás. Teimosia e bebida demais (leia-se imaturidade).  Quanto à personalidade de Emma, ela é erudita e naturalmente engraçada. Mas boa parte da graça advém do fato de lhe faltar autoconfiança, e, aos poucos, esse lado engraçado pode cansar. Mas, como a própria sorte dela irá mostrar, Emma é uma literata. Ponto para David Nicholls que acertou na dose!
Espirituoso? Ah sim. Creio que até demais. Eu preciso dizer que, num todo, não gostei da história. Por ser espirituosa demais. Não que eu quisesse um romance água-com-açúcar (eu nem gosto muito de livros assim - leves demais), mas para mim não havia mais história depois de Emma. Eu sei que a vida segue, e é isso que talvez Nicholls quis mostrar. Mas Emma era o brilho nas entrelinhas, e meio que perdeu um pouco o sentido ler o livro só para ver o que o Dex resolvia fazer da vida. 
Não é um livro que eu não recomendaria, no entanto. Mas, no final das contas, a verdade é que a gente conhece muitas pessoas iguais a Emma e Dex, e olha para trás, vê que elas não se acertaram, que perderam muito tempo, que poderiam ter sido mais felizes. 
Para mim, é sobre isso a história: sobre o desperdício do amor - tecla que Carlos Drummond tanto batia. E, ai, como isso me cansa. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Take good care: MOVE

I'd like to initiate this year with a post about health. I must admit that I was shocked with all the numbers in the reports. 
Brazil costs $12 billions due to inactivity??? I haven't checked the formal data, but of course it makes sense to spend more (say, with health issues) if there's a problem related to less caring about physical activity. 
I'm happy for not being inside what is considered as "normal" nowadays. I could number the friends of mine that I could actually call physical active. Yes, most of them don't even go for a walk once a week. And no, of course spending the whole day shopping doesn't count as an activity, mostly when it turns out that you'll sit for a "coffee break" by so.
The thing that specially makes me happy is that, even it's true what is said in the website, "No one can fix this alone", it is also true that you can choose a beloved one that hasn't got the habit, and turn him into an active member of what we should consider as normal: just physically active! 
So, if you still don't get what I am talking about, take a little of your time and surf the Designed to Move to have a better clue. 
But, if you're too lazy for that, at least follow my advice: go for a walk (you can start with once a week, then increase it until it becomes something diary), run, play more soccer (and not only at weekends), swim, go skating, hiking, whatever, but MOVE. And try to recruit others with you. Make the world stronger. 
Happy 2014, everyone!!!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Agradecimentos

O ano está acabando, e acredito que esta será a última postagem de 2013. Gostaria de me lembrar de todas as metas que estipulei para este ano, mas infelizmente não me recordo. Está em época de se fazer uma nova lista... porém, não me sinto muito no clima. Até pensei em fazer uma lista de livros a ler para o próximo ano, mas a ideia morreu há poucos segundos (por preguiça pura e uma sensação, assim, bem de leve, de que não conseguiria ler tudo que arrolasse - por $$ e porque preciso focar mais nos estudos - Ahá! Acabei de criar uma meta, sem querer).
O melhor, portanto, seria fazer uma pequena lista (não exaustiva e em ordem totalmente aleatória de memória) de tudo pelo que sou grata por ter ocorrido este ano. Vamos lá.

1) Meu namoro ter se mantido lindo, forte, saudável e com bons prognósticos de assim continuar;
2) Embora tenha passado por momentos ruins em termos de atividade física (joelho lesionado e pós cirúrgico chato como qualquer um), consegui criar o hábito incontestável de prática de exercícios físicos;
3) Acredito que, por mais que tenha perdido alguns, ganhei novos amigos;
4) Ter conseguido concluir meu TCC sem problemas;
5) Ficar numa lista de espera de concurso com chances reais de ser chamada;
6) Ter ganhado R$2,50 na lotofácil (me disseram que tem que agradecer até essas coisas pequeninas, porque atraem coisas maiores);
7) Ter completado um quarto de século e ainda me confundirem com uma 18- (se a média se mantiver, com 50 acharão que tenho 36);
8) Por ter ido visitar o Calcium no Rio <3>
9) Por ter ganho uma nova família (ainda não de forma oficial) e me aproximar mais dela;
10) Ter me apaixonado várias vezes, pela mesma pessoa;
11) Por ter ajudado algumas pessoas e ter recebido um obrigado sincero;
12) Por ter descoberto um lugar que vende meu segundo sucrilhos favorito a preço de banana;
13) Pelas pessoas gentis que encontro por aí;
14) Por ter uma mamãe muito forte - minha heroína;
15) Pelos livros maravilhosos que li este ano e pelas lindas, absorventes histórias vividas com eles;
16) Ainda que eu não saiba como as coisas irão se desenrolar, estou feliz pelo meu "benjamino" ter encontrado alguém que esteja lhe fazendo feliz no momento;
17) Pela pequena teimosia em querer aprender (mesmo que bem por cima) Romeno;
18) Pelo aparente fim das minhas dores horríveis de estômago e do refluxo - e por poder tirar minhas sonecas pós-refeição - que eu nem sabia mais qual era a sensação;
19) Pela viagem ao Peru (tudo bem que foi no fim de 2012, mas a sensação foi de ter ingressado o ano com uma certeza: o mundo é belo e vale a pena ser conhecido);
20) Pela companhia das minhas primas em suas férias de Julho;
21) Pelas noites sem insônia;
22) Pela super recomendação de Once Upon a Time da Sheilinha;
23) Pelas conquistas do meu amor;
24) Pelo protetor solar que ele me emprestou sem compromisso expresso de devolução - desculpa, acabou;
25) Pelo seu esforço de me acompanhar nas corridas;
26) Pela minha sexta colocação na VII prova pedestre UEL;
27) Por ter irmãos tão legais e a gente brigar muito pouco;
28) Por ver que eu sinto saudade deles;
29) Pelo Kindle a R$60,00;
30) Pela ida à Argentina/Paraguai que me rendeu os cofrinhos mais fofos da minha vida e a preços de bolso (sim, pelas economias feitas no ano);
31) Pela certeza que o ano que vem será ainda melhor...

Boas Festas a todos, e estejam sempre gratos!!! 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aprendizado

Estudar tem lá seus méritos. Mas eu estou mais vivendo uma fase um tanto quanto frustrante. Hoje tive uma aula excelente - infelizmente, não apreciada por meus colegas de classe, já que estava sozinha na sala. Não é a essa frustração que me referi, porém. A frustração veio de um longo processo de altos e baixos chamado nada mais, nada menos que VIVER. Sim, isso que todo mundo faz de passagem aqui pela Terra. 
Não seria exagerado, mas talvez um pouco lugar comum, dizer que cada um vive à sua maneira. A minha é, por assim dizer, desprovida interpoladamente de grandes emoções. Tudo bem, eu amo a vida e me considero uma pessoa feliz. Não sou daquelas que contagia o ambiente de alegria, mas carrego comigo o espírito do "it's a long way to the top, if you wanna rock'n'roll". Não literalmente, claro. E obviamente, não de modo visível. Mas que importa o que os outros pensam, certo? Eu tenho minhas metas, e sei como devo fazer para alcançá-las.Também tenho lá minhas histórias vividas a serem contadas. Falta talvez um pouco de entusiasmo ou oportunidade. O que for esquecido primeiro. 
A verdade é que, muito embora eu faça uma viagem ou outra bacana ao longo do ano, tenha um namorado de não botar defeito algum, uma família que me ama e um gosto musical cujo repertório me permita ir de marcha fúnebre a beauty queen of the night, estudar é uma atividade frustrante. E é isso que tem resumido boa parte dos meus dias: estudo. 
Tudo bem, sou ciente de que há estudos maravilhosos. Eu mesma estava a elogiar a aula (Teoria Geral dos Princípios-Hermenêutica e Direito Constitucional Aplicado! Chique!). Sim, e é exatamente esse o problema. A aula foi maravilhosa. Mas o que dela eu vou levar para a vida? Com certeza muita coisa boa, que poderá muito bem ser esquecida daqui uma semana, porque estarei muito ocupada estudando assuntos que não me levariam a lugar nenhum, se não fossem o caminho para a almejada carreira pública. Mas a aula maravilhosa, bom, ela não vai ser objeto de nenhuma questão nos meus concursos. E o oblivion tomará conta. 
Então, para não deixar isso morrer, pelo menos não totalmente (pois não garanto a sucumbência em minha memória independente de registros) que fique aqui dito: hoje, 22 de abril de 2013, eu aprendi sobretudo que aprender é a arte do desaprender. A aula que tive hoje me obrigou a colocar de lado conceitos que eu tinha já tão bem acomodados em minha cabeça, para ceder lugar a uma nova perspectiva. Uma perspectiva crítica. Colocar de lado não é o mesmo que deletar. Na verdade, o mais interessante da aula foi ele partir da visão equivocada que temos de conceitos amplamente utilizados para construir sua crítica. É tão legal você ir acompanhando a aula, concordando com tudo o que o professor diz porque sempre estudou aquilo daquela forma, até que você fique plenamente satisfeito por ter feito direitinho a lição de casa, para então ele dizer "pois é, MAS isso não é verdade". E aí a casa cai. Ok, isso não é legal. Legal é ele questionar e fazer você se autoquestionar tudo o que achava que sabia. Legal é ele ir fornecendo elementos para sanar as dúvidas infindáveis que foram surgindo, até que se possa novamente construir um novo conceito e se tenha uma nova visão. Agora, mais crítica, mais ampla, e infelizmente, mais ignorável nas circunscrições em que devo utilizar dos meus conhecimentos.
Que o aprendizado de hoje, portanto, sirva para a montanha-russa da vida. Porque eu sei que ela não é a letra B no gabarito da minha futura prova. Mas, ah, que eu sinto que amadureci, isso sim. E isso deve bastar, em algum lugar menos efêmero. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Spark

Well, that's exactly the point. I just drop in the air some little information about me, and if the person shows a minimum spark of interest or curiosity to know more about who I am, I know we're going far away. Be it in friendship or in love. 

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Thanks for saying I am a very interesting woman. Now you are the love of my life. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Kurt Jesus Cobain

Aproveito-me da data de hoje, em que o vocalista completaria 46 anos - se vivo estivesse - para recomendar o livro "About a boy", do meu amado escritor best-seller Nick Hornby. Não li ainda todos os livros dele (embora eu esteja correndo atrás loucamente desse feito, ainda que com muita coisa a estudar para provas e mais provas...), mas até então este é o meu favorito, sem dúvidas. Gosto muito do "A long way down", é verdade, mas "About a Boy" conseguiu desbancá-lo. E dá para dizer por quê?
Bom, até dá, mesmo sem spoilers. 
Em primeiro lugar, se você é fã de Kurt Cobain, já deveria ter lido o livro. Eu não sou fã de Kurt Cobain e li o livro. Também não tenho nenhuma aversão a ele, só me é bastante indiferente, porque Nirvana nunca foi uma das minhas bandas preferidas, embora eu goste das músicas e tenha escutado a algumas delas com uma frequência quase regrada nos últimos 6 meses. 
Em segundo lugar, é um livro que aborda temas comuns, sem ser enfadonho, ainda que tenha um quê de clichê nisso tudo. Do que afinal eu estou falando? O protagonista é um menino (oh, sério?), que tem muito a ensinar a um adulto. Viu? Não é um tanto quanto batida essa abordagem? É aí que vem nosso queridinho vocalista, não como personagem no livro, mas como uma aparição, uma grande metáfora no qual se estrutura boa parte da história: e eu diria, a história da vida em si, em muitos aspectos. Só para citar alguns: a vida em si, o nascimento, casamento, criação de filhos, educação, amadurecimento, etc. 
Em terceiro lugar, o livro deu origem a um filme, homônimo (nunca vi, mas é estrelado por Hugh Grant e Toni Collette), e está em fase de adaptações para um seriado. Se não fosse bom, não renderia esses "acessórios" midiáticos, concorda? 
Mais um detalhe, para entender o título da postagem, leia o livro! 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pra todo amor

Pra todo amor que ainda resta neste mundo, um feliz Valentine's day! 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tudo no amor: um termo restringente

"Você é tudo pra mim".
Clássica? Pode ser, mas haja maturidade para entender o significado dessas palavras!
Não creio que exista mentira nessa frase, ainda que se alegue o romantismo no seu sentido mais sonhador.
Dizer "tudo" é uma forma bastante sintética (e aceitável) de dizer que somente coisas boas vêm à mente quando se pensa na pessoa, quando se está ao lado da pessoa querida. E que, do contrário, isso não ocorrendo, é simplesmente admitir não que sem ela a vida cessa, mas que a angústia e a tristeza serão ferozes, que a dor será por demais grande, e não se tem medo de confessar isso.
É simples assim. Mas sem perder o romantismo, agora, no seu sentido mais poético de ser.
Casos similares? "Penso em você o tempo todo".
E então? Já entendeu o verdadeiro significado disso?
Seu coração sim.

Feliz dia dos namorados, casais. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween

Hoje é dia de Halloween!!! Mais conhecido como Dia das Bruxas, no Brasil a data passa bem discretamente, no máximo com escolinhas de inglês realizando algumas festinhas particulares para os alunos se divertirem. Eu adorava quando era criança (tá, se me convidassem, acho que ainda hoje iria, e me divertiria tanto como antigamente), todo aquele pessoal vestido à caráter, as brincadeiras que eles faziam de "casa mal assombrada", os gritos espontâneos da garotada, muitas guloseimas, o famoso jack o'latern. Era  uma desculpa simplesmente maravilhosa para capricharmos na decoração. 
Só para entrar no clima, divulgo umas fotos do blog Cake Event. Achei uma graça. Fecho o mês, e agora... reapareço para as festas de fim de ano!





sábado, 30 de julho de 2011

Um dia para a beleza...

Chega o fim de semana nos agitados centros urbanos. Papais e mamães levam os filhos para passear nos shoppings; casais de namorados apaixonados vão pegar um cineminha; os solteiros baladeiros vão curtir uma festa; os amigos fazem aquele churrasco; os grupos de terceira idade mais animados vão fazer algum trabalho voluntário em festivais na cidade. 
Mas e se não tem shopping, não há opção de cinema, não tem balada, não tem festa à vista, não tem amigos para churrasco e não se está na terceira idade?
Bom... aí uma alternativa é cuidar de nós mesmos. 
É incrível como tirar um dia para fazermos tudo aquilo que a correria da semana não nos permitiu fazer pode ser tão prazeroso. 
Para algumas pessoas cuidar de si pode ser agendar uma consulta no dentista pelo sábado de manhã, ou mesmo fazer aquele check-up no cardiologista. 
Cuidar de si pode ser também ler algo descontraído, diferente daquela seriedade toda que somos obrigados a engolir no dia a dia do trabalho: relatórios, ofícios, resenhas, teses... papelada que mata a criança escondida dentro de qualquer adulto. Então, um bom livro de ficção, romance, aventura afastaria esse espírito assombroso que existe no ambiente laboral e traria de volta uma mente aberta à diversão.
Cuidar de si pode ser também assistir aquele filme em casa que seu amigo emprestou com tanta boa recomendação e você prometeu que assistiria, mas nem abriu a caixinha do dvd. Aliás, abrindo um parênteses aqui, acabei me lembrando do Sebastian Marshall, que em um de seus newsletter ele deu um grande conselho: quando alguém te recomenda algo com muito, mas muito entusiasmo, faça aquilo que lhe foi recomendado. Há uma grande chance de você se arrepender e se perguntar do porquê não fez aquilo antes. E se alguém tem tanto entusiasmo, acredite, a coisa deve ser realmente muito boa, ou pelo menos ter o seu valor. 
Mas cuidar de si pode ser também um simples dia para se olhar no espelho, fazer caras e bocas, fazer uma máscara de tratamento facial, maquiar-se como se fosse sair para A festa da sua vida, escolher um bonito vestido (mesmo que ninguém vá te ver), e curtir saber que se você quiser, pode derrubar meio mundo a seus pés. Afinal, ter um pouco de autoestima não mata ninguém.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo

Feliz Ano Novo a todos!
Espero que mais este ano dê pra levar o blog pra frente. Devagar e sempre... rs.
Muita paz, saúde e alegria.

domingo, 22 de novembro de 2009

Dicas de livros

Pois é... fim de ano, chegando a hora de fazer as compras de Natal. Particularmente, me encanta presentear as pessoas com livros, por isso fiz uma lista de sugestões de livros!

Para crianças:
a) O pequeno Príncipe;
b) Qualquer livro da coleção "Salve-se quem puder";
c) Alice no país dos espelhos;
d) Onde está Wally? (qualquer um dos volumes)

Para adolescentes:
a) A moreninha;
b) Série Crepúsculo;
c) Volta ao mundo em 80 dias;
d) O mundo de Sofia

Para adultos:
a) Vicent Van Gogh - Paisagem;
b) O Caso da Chácara-chão;
c) Crime e Castigo;
d) Memórias Póstumas de Brás Cubas

Como puderam notar, a listagem é de critério puramente pessoal, e para cada faixa etária (ainda que tenha classificado erroneamente) há diferentes estilos, desde aquele que abarca um quesito mais cultural (leia-se "clássico"), passando pelos gêneros aventura e romance e, quiçá, um que ingresse mais ao lado filosófico.
Boa Leitura!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tanabata

Eu sei... Tanabata já passou, mas o gostinho pelas realizações de nossos mais íntimos e verdadeiros desejos ainda continua forte.
Essas fotos eu tirei no festival que teve em São Paulo na Liberdade, no mês passado.
Não sei quanto a vocês, mas eu ainda sou nova e ando empolgada com os projetos que ando arquitetando pra minha vida. Claro que eu tenho medo que as coisas simplesmente tomem um curso diferente, mas eu sempre fui de seguir em frente naquilo que eu quero.
O post de hoje não tem nada de mais, nenhuma citação de nenhum ilustre pensador, filósofo, escritor. É mais um lembrete a mim mesma, agora que as férias estão se esgotando, que é preciso ter foco. Não basta escrever um desejo num pedaço de papel e pendurá-lo num ramo de bambu e esquecê-lo. Não é assim que alcançamos nossos sonhos. A todos que têm muitos planos ainda a realizar, eu desejo nesse início de bimestre, muita força de vontade e perseverança!

domingo, 10 de agosto de 2008

Convivência

Saiu hoje, segundo Domingo de Agosto - Dia dos Pais - o seguinte texto, de minha autoria num dos jornais de minha cidade:


Nenhuma grande história para ser lançada como verdadeira metáfora. Apenas o convívio.
Confesso: não há nenhuma história maravilhosa para se contar. Lição de pai decorre de uma vida toda partilhada, e não de mero capítulo isolado da mesma.
Em todos meus inexperientes anos de vida, comparados aos de meu pai, aprendo a cada dia o que é ser, sobretudo, filha. Aprendo diariamente o conforto de um lar, o aconchego de poder dizer todos os dias: "estou em casa" – isto é, eu pertenço a este lugar.
Aprendo também a ser mais tolerante e compreensiva; de criar uma empatia, na maioria das vezes em relação a meu próprio pai. Por ser mulher, garanto que é muito mais difícil tentar compreender as coisas nessa ótica masculina e paterna. Mas, assim, genuinamente e sem segredos, ele me ensina ao menos a tentar entendê-lo.
Pois no final, a maior lição que poderia haver nessa coexistência toda é que: eu sou o espelho de seu comportamento. O rol de críticas que dirijo a ele cabe, ao mesmo tempo, perfeitamente a mim. E cada dia eu o amo e o compreendo mais. Afinal, aprendo a me ver como eu sou: sua filha.

Isa Ueda