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domingo, 3 de janeiro de 2010

Saúde em 2010...

Uma coisa que não me sai da cabeça. Vou contar. Já nuns posts bem antigos neste blog, eu falei do J-drama "Um litro de lágrimas" ou no original, Ichi rittoru no namida. Pois bem. Como já deve ser do conhecimento de muitas pessoas - afinal, ele ficou muito famoso no Japão e entre fãs pelo mundo inteiro - a mãe da menina portadora de degeneração espinocerebelar é higienista/enfermeira no drama. Quando descobre que sua filha está doente, no primeiro momento ela não consegue aceitar. Ela diz: "eu vivo dizendo aos meus pacientes para que comam direito, e eles não comem. Eu vivo dizendo para que eles parem de fumar, e eles não param. Eu vivo dizendo para que eles parem de beber, e eles não param. Por que isso tinha que acontecer com a minha filha? Eu sempre cuidei tão bem da saúde dela..."
É verdade. Eu mesma não consigo aceitar que isso aconteça com muitas pessoas. Há milhões de pessoas que bebem demasiadamente, fumam eternamente... e nada lhes ocorre. Não que eu fique desejando o mal de tais pessoas. Só acho que a ação e reação não estão sendo proporcionais. Talvez a medicina explique melhor porque algumas pessoas aparentemente saudáveis tenham mais propensão a certas doenças, ou então, simplesmente, é uma questão do acaso, na combinação de tudo, na determinação genética. Mas que de alguma forma parece injusto, parece.
Não vou concluir minha ideia. Vou deixar em aberto. Acho que vale a pena cada um dar uma refletida sobre seus hábitos. Em 2010, eu quero saúde. A minha saúde.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Neuróbica

O post de hoje é um pequeno incentivo a você, caro leitor, e a mim mesma. Estou iniciando a leitura de um livro, e parece que vai ser bastante agradável colocar em prática as atividades nele propostas. O livro chama-se "Mantenha o seu cérebro vivo". Promissor, não?
Aqui na contra capa pode-se ler "Você tem mais de 30 anos? Anda esquecido? Tem dificuldade para aprender coisas novas?" Bom, acho que nenhuma dessas questões se enquadra ao meu caso. É mais uma questão de curiosidade. Será que posso potencializar a capacidade de memorização e adquirir uma agilidade mental maior? Bom, é isso que pretendo descobrir ao ler este livro.
Dando mais amostras do que esta peça contém, no primeiro capítulo os autores tentam romper com nossas crenças populares: no cérebro humano novas células cerebrais são geradas e, mais impressionante, o declínio mental que a maioria das pessoas experimenta não é decorrente da morte constante de células nervosas, mas uma redução do número e complexidade das dendrites.
Como se sabe, as dendrites são ramificações das células nervosas que recebem informações através das sinapses, que são a grosso modo, conexões. Se essas conexões não estão bem ligadas, as dendrites podem se atrofiar, reduzindo a capacidade cerebral de incluir novas informações na memória e dificultando a recuperação de informações antigas. Assim, num indivíduo com a doença de Alzheimerm, em verdade, há ausência de um processo que seria comum nos demais: o desenvolvimento de dendrites mais longas no hipocampo humano em cujos nerurônios se encontrem envelhecendo¹.
Consegui convencer você a lê-lo? Bom... o meu agora vai comigo pra cima e pra baixo, rs.
__________________
¹ KATZ, Lawrence C. e RUBIN, Manning. Mantenha o seu cérebro vivo, 2000.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E de novo os olhos...

Eu nunca o conheci muito bem. Era somente um dos personagens das histórias que vez ou outra caíam sobre a mesa naqueles costumeiros almoços em família.
De tudo que eu ouvia, sempre me pareceu que, embora de bom coração, era uma pessoa que deu muita dor de cabeça. Deixou muita dor, sofrimento e contas!... Vivia num mundo que não lhe poderia jamais pertencer. Mas mesmo assim, foi dessa forma que escolheu viver, às custas dos outros.
Mais uma vez, uma nova historinha sobre ele aparece. Segundo contam, não anda muito bem da vista.
Pode parecer um tanto ridículo, mas eu gosto de acreditar que existe uma pitada de humor do destino em tudo isso.
Conheço, e já escrevi algo sobre isso num post passado, pessoas que andaram vendo o mundo numa perspectiva, eu diria, meio distorcida. E não deu outra... tiveram problemas de vista.
Esse é só um terceiro caso sobre uma terceira pessoa.
Eu só fico pensando... eu sei que tudo isso pode ser só uma bobagem... mas, de repente, por que não atentar para isso? Os olhos são nossas janelas para o mundo. São utilizados em pinturas como verdadeiros símbolos, e às vezes, de uma importância maior na arte. Van Gogh mesmo costumava caprichar nos olhos da pessoa retratada (as vezes, ele mesmo).

























Então, se a vista não está muito bem, desconfie. Tá, eu sei que é bobagem no fundo, mas pode ser... pode ser... que lhe esteja faltando enxergar com mais clareza, com uma percepção e uma sensibilidade maiores. Enxergar usando mais a própria cabeça, e por que não, o coração.
O problema na vista seria só um catalisador para acelerar esse processo que anda se perdendo dentro de você.
Pelo menos é nessa ótica meio metafórica que eu vejo as coisas, rs.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O homem e a morte

Conheço pessoas e pessoas que têm medo da morte. Afinal, a velha e infalível verdade é que morrer é o destino de todos. Agora, dá pra criar humor em cima dessa obsessão toda? E arte?
Pois é, um artista britânico, Damien Hirst, imaginou que sim. Assim, criou um jogo de xadrez cujas peças são nada mais que réplicas de frascos de remédios. Claro, tudo visualmente muito apreciável. É sem dúvida uma obra que diverte nosso mundo hipocondríaco.
Sua obra, ao lado de outras divertidíssimas ideias, estará exposta até Abril no museu de Arte de Reykjavík, na Islândia, como forma de comemoração por uma aquisição pela casa de uma obra de Yoko Ono que exalta o jogo de xadrez.
fonte:BBC Brasil

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Se eu fechar meus olhos...

Continuando a história de uns bons posts atrás, falo-lhes novamente do j-drama 1 litro de lágrimas. Na verdade, para quem já leu, Ikeuchi Aya é uma jovem de 15 anos portadora da doença degeneração espinocerebelar. No caso dela (e é uma história verídica, cujo diário da garota deu origem tanto à série quanto ao livro, ambos homônimos) a evolução da doença progrediu rapidamente, com todos os sintomas se manifestando rapidamente. Os inconvenientes da doença são futura perda da fala, do caminhar, do comer (engolir) e uma série de funções óbvias ligadas ao movimento voluntário. Embora todas as ações fiquem mais lentas, o raciocínio da pessoa não é afetado, não havendo retardamento mental como muitas pessoas crêem.
O post, em verdade, é dedicado à linda canção 9 de Março (Sangatsu kokonoka), que Aya regeu como maestra em seus tempos colegiais. O vídeo retrata o momento em que Aya decide deixar o colégio para transferir-se a uma escola especial para deficientes. A decisão veio de Aya por escutar um dia seus colegas se queixando de como ela estava afetando o desempenho das aulas e dando trabalho aos colegas. A turma, depois de ouvir o discurso de despedida de Aya, sente aquela dor indescritível no peito (chamada arrependimento) e bem, o resto, está bem claro no vídeo.

Ah! Sim! O título do post vem da parte da canção que eu mais gosto, atentem para isso, ok?

"Se eu fechar meus olhos, você está atrás das minhas pálpebras... e quanto isso me fez ficar forte?"

Assistam, por favor!

sábado, 26 de abril de 2008

Um Litro de Lágrimas

O post de hoje toca em vários assuntos.



O vídeo é do J-drama (Japanese Drama) intitulado Ichi rittoru no namida, fielmente: Um litro de lágrimas. E conta a história de Aya, uma menina que no auge de seus 15 anos, descobre ser portadora de uma doença incurável: degeneração espinocerebelar.
A doença em si traz uma série de inconvenientes. Por ser derivada de mutação genética, e portanto, passível de transmissão apenas pela hereditariedade, não causa risco a terceiros, mas é uma doença bastante triste. A pessoa aos poucos vai perdendo a coordenação, deixa de conseguir andar, escrever, falar e terá dificuldade até para engolir os alimentos. É progressiva, embora o avanço varie de pessoa para pessoa. No caso de Aya, os médicos disseram que a evolução estava acontecendo rápido demais.
Para mais informações, acesse: Degenerações espinocerebelares
Aya passa, obviamente por muitas dificuldades. Basquetista, tem de deixar o clube por não conseguir mais correr ou mesmo ter força pra lançar a bola; não consegue medir a distância dos objetos, enfim. Começa a perder o movimento das pernas, tendo de usar cadeira de rodas, o que faz que seus pais tenham que levá-la à escola, mesmo eles tendo de trabalhar logo cedo; atrasa o andamento das aulas, involuntariamente, claro, porque não consegue escrever no ritmo que o professor passa a matéria, fazendo com que os amigos esperem em respeito à sua condição.
Mas aos poucos, os colegas de classe começam a se sentir prejudicados, os pais, nas reuniões, também reclamam da situação, toda aquela coisa de falar mal pelas costas vai acontecendo.
Aqui, no vídeo, Aya chega bem no momento em que os colegas estão discutindo isso.
A questão é que Aya insistiu muito em continuar no colégio, ainda que os pais achassem melhor mudá-la para uma escola especial. Dizia Aya que, na presença diária de seus amigos, ela era capaz de sorrir, apesar da doença.
E no final das contas, Asou Haruto, que faz o discurso no vídeo, foi quem esteve com ela o tempo todo. Nunca reclamou de nada, e sempre aparentou frio, grosseiro (ele dizia que a morte era uma questão de balanço, equilíbrio: uns morrem para outros nascerem; dizia também que pouco importava se uma pessoa estava doente ou ia morrer, que as pessoas se esforçavam demais para continuar vivendo). No fim, ele foi o verdadeiro amigo de Aya. Isso faz pensar em uma série de questões. No meu caso, evidencia o fato de que amigos são importantes, sem dúvida, mas mais importante é a família, que não abandona a pessoa quando ela mais precisa.
E no vídeo acho que fica bem claro mesmo não a falsidade em si das pessoas, mas o egoísmo.
Vale lembrar que o J-Drama em questão foi baseado em uma história real, mais especificamente nos diários de Aya Kito (sim, o mesmo nome da menina na novela), que veio a falecer aos 25 anos.
A frase mais bela do drama, mais pro final da série, é quando Aya diz a Haruo, minutos antes de morrer: "Viva! Viva sempre!"