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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tempo

"O melhor ativo que você pode ter é o tempo" - Rafael Seabra
Verdade, verdade...

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Verso

Postando porque gostei da quadra. Simples assim.

"O Dedo Movente escreve; e, tendo escrito
Avança: nem todas as tuas Preces ou Sabedoria
Podem fazê-lo cancelar meio Verso
Nem tuas lágrimas apagarão uma só palavra".

Rubaiyat - Omar Khayyam

terça-feira, 25 de março de 2014

Orgulho, orgulho, orgulho!

AHHHH, Que orgulho!!!
Não entendo quase nada do que está escrito, mas estou toda orgulhosa de ver meu irmão"zinho" saindo assim até em blog japonês
E sim, eu concordo, ele é uma graça! Enfim, fiquei com vontade de conhecer o tal Cafe. Quem sabe quando. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Um dia

Alerta, spoiler!
O que me levou a ler "Um dia", de David Nicholls foi, sem dúvida, a capa do livro. Mais honesto seria dizer, o que eu LI na capa do livro. Nada mais, nada menos que um breve comentário do Nick Hornby. "O QUÊ??? O NICK LEU O LIVRO? TAMBÉM QUERO!", pensei comigo. O comentário dele? "Cativante, inteligente, espirituoso". 
Olha, eu concordo com ele. O livro cativa porque, como os romances em geral, queremos saber a história. Emma Morley é um tanto teimosa, mas ainda assim é uma protagonista da qual gostamos facilmente. Foi ficando mais chatinha com o passar dos anos, sem dúvida. Mas eu atribuo isso à sua própria teimosia. E por todas as coisas bacanas que Dexter poderia ter feito, mas não fez. Simplesmente porque estava bêbado demais e, sóbrio, não achava que a ideia era tão bacana assim. Uma pena. 
É inteligente por dois motivos: sua estrutura e a personalidade de Emma. A estrutura é feita com as histórias paralelas de Em e Dex a cada 1 ano, todo dia 15 de julho, dia de São Swithin - que, segundo Dex, se chover nesse dia, choverá por 40 dias assim. Achei uma metáfora encantadora. Emma e Dexter vivem 20 anos nem chovendo e nem molhando, e não apenas 40 dias. É como se eles tivessem parado no tempo, no primeiro encontro e permanecido no mesmo estado por todos esses anos. Não que cada um não tenha evoluído (ou decaído) nesse meio-tempo, mas, em relação ao sentimento entre os dois, há uma paralisia que incomoda nós leitores. TODO mundo sabe que Emma e Dexter se gostavam e que deveriam ficar juntos. E por que isso não acontece em tantos anos? Bom... já disse lá atrás. Teimosia e bebida demais (leia-se imaturidade).  Quanto à personalidade de Emma, ela é erudita e naturalmente engraçada. Mas boa parte da graça advém do fato de lhe faltar autoconfiança, e, aos poucos, esse lado engraçado pode cansar. Mas, como a própria sorte dela irá mostrar, Emma é uma literata. Ponto para David Nicholls que acertou na dose!
Espirituoso? Ah sim. Creio que até demais. Eu preciso dizer que, num todo, não gostei da história. Por ser espirituosa demais. Não que eu quisesse um romance água-com-açúcar (eu nem gosto muito de livros assim - leves demais), mas para mim não havia mais história depois de Emma. Eu sei que a vida segue, e é isso que talvez Nicholls quis mostrar. Mas Emma era o brilho nas entrelinhas, e meio que perdeu um pouco o sentido ler o livro só para ver o que o Dex resolvia fazer da vida. 
Não é um livro que eu não recomendaria, no entanto. Mas, no final das contas, a verdade é que a gente conhece muitas pessoas iguais a Emma e Dex, e olha para trás, vê que elas não se acertaram, que perderam muito tempo, que poderiam ter sido mais felizes. 
Para mim, é sobre isso a história: sobre o desperdício do amor - tecla que Carlos Drummond tanto batia. E, ai, como isso me cansa. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Alice

Get to see Alice's wonderland as it is.
Great text. Liked it so much I'm sharing here.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Conversando

Sabe, eu não sou uma grande contadora de histórias. Eu me dou melhor nas pequenas intromissões de fala, quando alguém encarecidamente me pede um conselho ou quando minha resposta se limita a um "sim" ou "não", e um sorriso no rosto ou um olhar de "sinto muito" na cara, só para endossar. Nessas situações, eu sei que realmente me ouvem, ou até melhor seria dizer, "me ouvem com os olhos": reparam em minhas palavras, no meu olhar, nas minhas mãos, na pausa entre cada palavra transmitida.
Mas a rotina das conversas não costuma ser assim. Não culpo ninguém, talvez eu não saiba me expressar direito. Eu ainda dependo de todos meus sentidos para uma conversa. 
Vivo me perdendo nas narrações, porque inevitavelmente (na minha cabeça) a outra pessoa me lança um olhar de quem finge me escutar, ou, se nem for uma conversa cara a cara, eu consigo ouvir o desinteresse só pelas palavras escolhidas pelo interlocutor. E isso me tira o foco. Conversar para mim sempre foi muito mais que duas ou mais pessoas falando. Aliás, muita gente querendo conversar ao mesmo tempo me é um pouco perturbador. É tanta gente falando ao mesmo tempo, que eu não consigo ter o prazer de saborear a individualidade de cada um vindo de forma verbal. É quase uma tempestade. Só ruídos. 
Bem, eu confesso que entrei um pouco no jogo - talvez num estilo muito inglês meu de ser - quase nunca eu respondo a um "tudo bom?" senão com um outro "tudo bom?". Pode não ser lá muito educado, mas para mim é uma das maiores convenções sociais já inventadas ("How do you do?/How do you do?"). Ninguém precisa correr o risco do outro começar com o "bem, BEM, não tô, mas vai indo. Sabe que outro dia...". Mas que fique claro que se a pessoa responder à minha resposta-pergunta, eu vou ouvi-la com satisfação. Na verdade, eu defendo o cumprimento britânico, porque quem correria o risco seria o outro; talvez eu goste de ser sincera demais. E isso nem sempre pode prestar. Consciente dessa inconveniência, eu poupo as pessoas (oh, como eu sou altruísta!). 
Afinal, conversar para mim é, mesmo que só para fazer o social, uma troca de percepções da vida. Conversar exige tato. Exige esforço. Não que não deva ser algo agradável e natural. É igual a um relacionamento. Deve ser agradável e natural, mas exige esforço, porque são sempre duas pessoas diferentes que estão envolvidas. Uma boa conversa pode até ser aquela em que apenas um fala sem parar,  desde que o outro esteja ouvindo de verdade. É aquele "cala, reflete, consente, discorda" - tudo mentalmente. E disso, leva novos pensamentos para sua vida. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma questão de amor

Postaram um vídeo de Steve Vai, tocando Little Wing, no status do Facebook. Steve Vai é desses artistas que é impossível não curtir, nem que seja por uma fração de segundos (mas, no meu caso, cada segundo é muito bem apreciado).
Ele toca com tanta leveza, mas precisão, que creio nem seus cabelos ao vento conseguem metaforizar com perfeição essa suavidade.
E eu, assistindo a tudo isso, quis compartilhar o video. Não com todos, mas de forma mais específica.
Sei que cheguei a pensar: "vou compartilhá-lo para que saiba que me lembrei dele".
Mas imediatamente minha mente me corrigiu perguntando-me: "e como é que se lembra de alguém que na verdade nunca se esquece?"
Boa pergunta.
Uma questão de amor, creio eu.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Thanks Jorge and Alexa



Alexa canta com tanta energia que é impossível não gostar.
Parabéns para essa família linda que tem ensinado tanta coisa boa às pessoas!

sábado, 23 de agosto de 2008

Lição do Calvin

Post leve o de hoje, já que Sábado pra mim é dia pra ser light, pelo menos depois do meio dia :P


Clique na imagem para ampliá-la

Eu a-do-ro essa tirinha! É um jeito bem Calvin de ser, se é que se pode assim dizer. Sinceramente, me leva a pensar muito nesse verso de Mário Quintana:


[Do Estilo]

"O estilo é uma dificuldade de expressão".

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Moda: bobagem aceitável

Eu não entendo NADA de moda. Mas acompanho as revistas mensais da Vogue, já que as
recebemos em casa na frequência de sua edição. E não escondo: por mais consumista que seja este mundo fashion, eu sou apaixonada pelos ensaios, pelas cores todas, pelos jogos de luz e todo o cenário (virtual ou não) em que as fotos são expostas. Em verdade, admiro o trabalho das grandes top models existentes por aí. Posso dizer que me parece uma forma de arte peculiar. Primeiro pela criatividade dos estilistas e suas habilidades manuais, segundo pelas próprias expressões das modelos. Li uma vez, na Vogue mesmo, que Carol Trentini era muito querida mesmo entre os produtores e fotógrafos, simplesmente porque era ela quem deixava as fotos ficarem maravilhosas. Pois, não importava o frio que estivesse, ela sempre conseguia sair linda e sorridente na foto. E realmente, quem vê as fotos não acredita nas adversidades que a top teve de enfrentar.
E concluindo minha ideia de arte, pelo talento dos fotógrafos e produtores (todos - dos maquiladores, dos cenógrafos) e também dos editores, inclusive os responsáveis pela distribuição das fotografias e os textos que as acompanham, dando um novo sabor à imagem já satisfatória.





Ok, esse glamour todo chega a enfeitiçar. São rótulos e rótulos nos tornando vitrines ambulantes das marcas que optamos. Mas, mais do que a marca em si, acho legal quem sabe se vestir de uma forma icônica, que a marque como sendo exatamente a pessoa que ela é, e não quem ela mostra ser ao mundo.
E tudo bem que de repente, ou frequentemente, nossa decisão seja a de pegar a primeira calça jeans e blusinha que virmos à nossa frente, jogada na cama. É bom aceitar-se saindo mundo afora com o espírito de "hoje me basta não sair nua".
Acho que a sacada da coisa está bem nisso mesmo: respeitar seu sentimento de querer se expor ou não aos outros ou como um verdadeiro parâmetro da moda, ou como um estiloso despreocupado com o que anda impresso nas páginas das fashion magazines, ou simplesmente querer esquecer pelo menos de vez em quando um pouco dessa bobagem toda tão contagiante.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Estilo

Hoje é só pra descontrair!
Há quem diga que aparência não conta lá muito. Eu mesmo, no meu dia-a-dia, visto-me o mais discreta (leia-se sem graça) possível. Mas chega nos fins de semana... tiro do armário minhas peças favoritas.
Embora nós cresçamos, mamãe deixe de escolher nossas roupas, a roupa que a tia dá de aniversário comece a ficar "cafona", o tempo vá passando, e nós nos ajustemos a uma maneira própria de vestir, passamos por um referencial, ou, ainda que não copiemos fielmente os caracteres, admiramos um referencial.
Pra mim, duas pessoas criaram esse referencial: Johnny Depp e Namie Amuro.
O primeiro, claro, celebridade inquestionável mundo afora, marcou-me pela originalidade de seu vestir. Eu desconheço se há alguém por trás do figurino de Depp, de qualquer forma, adoro como ele pega um acessório qualquer e junta na composição que fica com cara de "tô me lixando se isso é moda ou não - EU crio minha moda".
Já a Namie, celebridade pop no Japão foi a figura da minha adolescência. Suas botas sempre presentes nos palcos me levaram ao quase doentio sonho de consumo: comprar uma bota no mesmo estilo! Satisfeito o desejo, é só aproveitar. Ela, eu sei que compõe o próprio look. E sempre aparenta muito sexy, sem espaço pra vulgaridade. Da mesma forma, acho que ela conseguiu o que muito artista não consegue: criar uma maneira de se vestir que fica como marca registrada da pessoa, sem parar no tempo, acompanhando todas as mundanas mudanças.
Uma foto pra vcs!





E você? Qual seu estilo?