"Se correndo com os que iam a pé te cansaram, como contenderás com os que vão a cavalos? E se em terras de paz não estavas seguro, como farás na floresta do Jordão?" (Jeremias 12:5)
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
quarta-feira, 5 de junho de 2013
O Facebook é um maiores veículos de opinião hoje utilizado no mundo. Cada "like", cada "post", compartilhamento, comentário, reflete uma opinião gerada pelo usuário, ainda que de forma inconsciente e/ou implícita.
De minha parte, acho que expor sua opinião, assim, em rede, se mostra como algo democrático, louvável e inevitável. Para dizer bem a verdade, acho que é um tanto idiota deixar de partilhar aquilo que você entende como valores pessoais só porque nem todo mundo terá a mesma opinião, e - mais idiota ainda - porque nem todo mundo, então, irá gostar de você. E é tão mais egoísta você simplesmente "deletar" a pessoa da sua conta, justamente porque ela tem valores diferentes...
Cada um tem o direito de expor sua opinião, vedando-se o anonimato, claro, porque toda declaração é capaz de gerar uma repercussão, e se a repercussão for negativa, deve haver meios de se responsabilizar o emissor daquela opinião. A cada um, no entanto, deveria caber o sentimento de tolerância, de empatia. E é isso que falta. Eu não ligo se a pessoa é atéia, budista, católica, evangélica, gnóstica, espírita, que seja. Ela pode não concordar com questões relativas a aborto, transfusão de sangue, dízimo, penitência, coelhinho da páscoa, consumismo, homossexualismo, papai noel ou comédias enlatadas. Isso pouco importa. O que ela não pode é ser intolerante. Pessoas que são ignorantes com aqueles que são diferentes. Pessoas que agridem outras por pensarem diferente. Pessoas que matam outras por serem diferentes. Isso é ser intolerante.
Não me importo que eu não seja lá muito querida pelas coisas que compartilho ou curto no facebook. Eu não estou fazendo mal a ninguém. E quem tiver que gostar de mim, que seja pela minha sinceridade, pelo meu jeito tímido, pelas piadas sem graça que conto - às vezes politicamente incorretas, é verdade, mas que se dane-, pelo jeito que peço as coisas pedindo "por favor" e dizendo "obrigada", e não porque eu ouço músicas que "matam Deus", porque não me vejo como uma católica de verdade, porque como carne vermelha ou porque sou a favor disso ou daquilo. Não precisa gostar, só respeitar. E e só isso que espero das pessoas, respeito. Gostarem de mim é lucro!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Para refletir I
Em Março de 1983, Marinella García Villas foi assassinada pelos militares na república centro-americana de El Salvador. Fazia vários anos que as forças do governo e os guerrilheiros rebeldes travavam uma feroz guerra civil. Durante essa guerra, uma facção do Exército, juntamente com extremistas, havia raptado e assassinado milhares de pessoas. A jovem advogada Marinella formou um comitê de direitos humanos para investigar casos de desaparecimento e tortura. Em decorrência, acabou indo para a "lista negra" dos terroristas. Ela sabia que sua vida corria perigo.
[...]
No início de 1983, ela visitou uma das zonas de guerra, numa missão de Comitê de Direitos Humanos. Ela nunca mais voltou. Porém, uma carta que escreveu em 1980 nos conta qual era o impulso que a movia:
Eu luto pela vida: um trabalho real, que vale a pena. Não tenho nenhum desejo de morrer, mas já vivi tão perto da morte e de suas consequências que a vejo agora como algo natural. Todos nós devemos morrer um dia, mas a morte sempre virá cedo demais para o homem ou a mulher que tem uma intensa sede de viver. Cada minuto que passa tem um significado, uma profundidade maior do que qualquer outra coisa, mesmo que pareça comum e rotineiro. Cada rajada de vento, cada canto da cigarra, cada revoada de pombos é como um poema.
Sei que os que trabalham pela justiça sempre terão o direito a seu lado e receberão a ajuda de Deus; estes irão pravalecer, e a verdade resplandecerá.
É melhor ser rico de espírito do que em bens materiais.
Será que precisamos enfrentar a morte cara a cara antes de podermos experimentar a vida? Será que precisamos ver nossas ideias e nossos ideais ameaçados e pisoteados para que possamos compreendê-los?
"Os que nunca vivem o momento presente são os que não vivem nunca - e o que dizer de você?", escreve o poeta dinamarquês Piet Hein, num de deus poemas. O pintor e escritor filandês Henrik Tikkanen expressa uma ideia semelhante na seguinte máxima, ou aforismo, que nos dá o que pensar: "A vida começa quando descobrimos que estamos vivos".
Até agora o que você leu faz parte da introdução de O livro das Religiões. A verdade é que vivo essas palavras, essa forma de pensar desde que me conheço como alguém. E embora muitas pessoas já tenham me dito que isso é uma forma de pensar muito senil, acredito que só assim é que se pode verdadeiramente viver. Acho que ninguém precisa passar por nenhuma experiência traumatizante, extremamente difícil ou que ponha sua vida em risco para passar a dar valor a ela. Infelizmente, a rotina faz passar batido essas ideias, e quando menos esperamos, um acidente de natureza qualquer nos põe a encarar o fato de que estamos vivos e precisamos viver. Mas precisa ser assim mesmo? Ou será que já não bastam as pequenas coisas? Já fiz esse tipo de questionamento num post anterior. Existem milhares de pessoas que sofrem todos os dias, sozinhas em seu leito, mas que continuam a amar a vida completamente. Existem outros milhares porém que cruzam as ruas das cidades movimentadas, correm o dia todo, e ainda não se descobriram verdadeiramente vivas, por isso digo que são pessoas mortas.
Como já bem dizia Fernando Pessoa: "Vive um momento com saudade dele".
[...]
No início de 1983, ela visitou uma das zonas de guerra, numa missão de Comitê de Direitos Humanos. Ela nunca mais voltou. Porém, uma carta que escreveu em 1980 nos conta qual era o impulso que a movia:
Eu luto pela vida: um trabalho real, que vale a pena. Não tenho nenhum desejo de morrer, mas já vivi tão perto da morte e de suas consequências que a vejo agora como algo natural. Todos nós devemos morrer um dia, mas a morte sempre virá cedo demais para o homem ou a mulher que tem uma intensa sede de viver. Cada minuto que passa tem um significado, uma profundidade maior do que qualquer outra coisa, mesmo que pareça comum e rotineiro. Cada rajada de vento, cada canto da cigarra, cada revoada de pombos é como um poema.
Sei que os que trabalham pela justiça sempre terão o direito a seu lado e receberão a ajuda de Deus; estes irão pravalecer, e a verdade resplandecerá.
É melhor ser rico de espírito do que em bens materiais.
Será que precisamos enfrentar a morte cara a cara antes de podermos experimentar a vida? Será que precisamos ver nossas ideias e nossos ideais ameaçados e pisoteados para que possamos compreendê-los?
"Os que nunca vivem o momento presente são os que não vivem nunca - e o que dizer de você?", escreve o poeta dinamarquês Piet Hein, num de deus poemas. O pintor e escritor filandês Henrik Tikkanen expressa uma ideia semelhante na seguinte máxima, ou aforismo, que nos dá o que pensar: "A vida começa quando descobrimos que estamos vivos".
Até agora o que você leu faz parte da introdução de O livro das Religiões. A verdade é que vivo essas palavras, essa forma de pensar desde que me conheço como alguém. E embora muitas pessoas já tenham me dito que isso é uma forma de pensar muito senil, acredito que só assim é que se pode verdadeiramente viver. Acho que ninguém precisa passar por nenhuma experiência traumatizante, extremamente difícil ou que ponha sua vida em risco para passar a dar valor a ela. Infelizmente, a rotina faz passar batido essas ideias, e quando menos esperamos, um acidente de natureza qualquer nos põe a encarar o fato de que estamos vivos e precisamos viver. Mas precisa ser assim mesmo? Ou será que já não bastam as pequenas coisas? Já fiz esse tipo de questionamento num post anterior. Existem milhares de pessoas que sofrem todos os dias, sozinhas em seu leito, mas que continuam a amar a vida completamente. Existem outros milhares porém que cruzam as ruas das cidades movimentadas, correm o dia todo, e ainda não se descobriram verdadeiramente vivas, por isso digo que são pessoas mortas.
Como já bem dizia Fernando Pessoa: "Vive um momento com saudade dele".
terça-feira, 6 de maio de 2008
Como andas pela terra
Nunca li nenhuma tragédia grega, a não ser curtos trechos em aulas, que meu ex-professor passava nos meus tempos de colegial.
Mas foi menos por falta de interesse do que por falta de oportunidade. Em verdade, interesse eu até tenho, e quanto à oportunidade, englobem-se todas as desculpas cotidianas: falta de tempo (para procurar), falta de lembrar (de ir atrás), falta de dinheiro (para comprar um livro) e até falta de prioridade (sim, porque há uma lista de desejos com mil itens em prioridade).
Por enquanto, só para matar essa vontade de falar um pouquinho sobre o tema, fica este post mais como uma curiosidade, que espero que também desperte em você, querido (a) leitor (a), um pouco de interesse sobre tragédias gregas ou mesmo a mitologia grega. Entretanto, que - diferente de mim - nunca dê tais desculpas esfarrapadas e vá logo atrás de um bom livro.
A única tragédia que me ocorre no momento é de Édipo - rei. Sim, é o mesmo Édipo que dá o nome ao famoso complexo de Édipo de Freud. Mas isso é outro assunto, sobre o qual eu tenho menos conhecimento ainda.
Essa peça pode ser vista sobre muitas perspectivas, de modo que põe em expressão variadas temáticas, sendo por isso considerada uma das tragédias mais perfeitas da Grécia Antiga.
Vou encurtar a história.
O rei de Tebas, Laios, recebe uma maldição: seu próprio filho o matará, e este, dormirá com sua própria mãe, esposa de Laios.
Édipo então é entregue à morte, mas acaba sendo salvo e parando nas mãos do rei de Corinto.
Édipo descobre, já adulto, sobre sua maldição e, numa tentativa de fuga, sai de Corinto para evitar tal tragédia, dirigindo-se para Tebas. Édipo, porém não sabia que o rei de Corinto não era seu verdadeiro pai. No meio do caminho, encontra um bando de mercadores e seu amo, matando-os todos.
Chegando a Tebas, Édipo decifra o enigma da esfinge, livrando a cidade de um terrível monstro. Como recompensa, recebe a mão de Jocasta, viúva do rei de Tebas, e todo o reino.
Tebas vem a ser vítima da ira dos deuses, pois o assassino de Laios continuava na cidade. Quando Édipo descobre que o amo que matara era seu próprio pai e Jocasta sua mãe, arranca seus próprios olhos e foge da cidade, exilando-se, e Jocasta suicida-se.
Para quem quiser ler o resumo, um pouco mais detalhado, recomendo este link.
Abrindo meu parêntesis.
Lembro-me muito bem de meu professor explicando tal peça dando ênfase na figura do Destino. Que era impossível dele fugir. Pois não importa com quantas linhas se escreva uma história, o fim será sempre o mesmo.
Mas até hoje, o que me chamou mais atenção foi o que li em Convite à Filosofia. É que, infelizmente, como disse, nunca tive acesso à obra na íntegra. Mas há outros personagens, só para citar, Labdácio (avô de Édipo), por exemplo.
Quando disse que a peça abrangia várias temáticas estava só introduzindo o que gostaria de dizer agora.
"Édipo", do grego, significa "pé inchado", "Laios", "pé torto" e "Labdácio", "coxo". Repararam numa coisa? Todos os nomes dos personagens referem-se a um defeito no pé ou perna. É que naquela época, com todos aqueles deuses que habitavam suas crenças, os gregos procuravam de alguma forma exprimir sua condição de mortalidade. E Sófocles o relaciona com a terra. Veja. Se nascidos da terra, eram imortais; mas se nascidos de um homem e de uma mulher, meros mortais. Por isso a dificuldade de caminhar sobre a terra. Mais acertadamente, em se relacionar com a terra (com o imortal), o que metaforiza a dificuldade em aceitar sua mortalidade. Além disso, pela própria tragédia em si, infere-se a fragilidade das leis humanas¹, em que Laios manda Édipo ser morto, Édipo acaba por matá-lo, porém, e por desposar sua própria mãe.
Sinceramente, estou para conhecer alguma peça que consiga manter tamanho entrosamento entre o plano literal e o plano metafórico.
Mas foi menos por falta de interesse do que por falta de oportunidade. Em verdade, interesse eu até tenho, e quanto à oportunidade, englobem-se todas as desculpas cotidianas: falta de tempo (para procurar), falta de lembrar (de ir atrás), falta de dinheiro (para comprar um livro) e até falta de prioridade (sim, porque há uma lista de desejos com mil itens em prioridade).
Por enquanto, só para matar essa vontade de falar um pouquinho sobre o tema, fica este post mais como uma curiosidade, que espero que também desperte em você, querido (a) leitor (a), um pouco de interesse sobre tragédias gregas ou mesmo a mitologia grega. Entretanto, que - diferente de mim - nunca dê tais desculpas esfarrapadas e vá logo atrás de um bom livro.
A única tragédia que me ocorre no momento é de Édipo - rei. Sim, é o mesmo Édipo que dá o nome ao famoso complexo de Édipo de Freud. Mas isso é outro assunto, sobre o qual eu tenho menos conhecimento ainda.
Essa peça pode ser vista sobre muitas perspectivas, de modo que põe em expressão variadas temáticas, sendo por isso considerada uma das tragédias mais perfeitas da Grécia Antiga.
Vou encurtar a história.
O rei de Tebas, Laios, recebe uma maldição: seu próprio filho o matará, e este, dormirá com sua própria mãe, esposa de Laios.
Édipo então é entregue à morte, mas acaba sendo salvo e parando nas mãos do rei de Corinto.
Édipo descobre, já adulto, sobre sua maldição e, numa tentativa de fuga, sai de Corinto para evitar tal tragédia, dirigindo-se para Tebas. Édipo, porém não sabia que o rei de Corinto não era seu verdadeiro pai. No meio do caminho, encontra um bando de mercadores e seu amo, matando-os todos.
Chegando a Tebas, Édipo decifra o enigma da esfinge, livrando a cidade de um terrível monstro. Como recompensa, recebe a mão de Jocasta, viúva do rei de Tebas, e todo o reino.
Tebas vem a ser vítima da ira dos deuses, pois o assassino de Laios continuava na cidade. Quando Édipo descobre que o amo que matara era seu próprio pai e Jocasta sua mãe, arranca seus próprios olhos e foge da cidade, exilando-se, e Jocasta suicida-se.
Para quem quiser ler o resumo, um pouco mais detalhado, recomendo este link.
Abrindo meu parêntesis.
Lembro-me muito bem de meu professor explicando tal peça dando ênfase na figura do Destino. Que era impossível dele fugir. Pois não importa com quantas linhas se escreva uma história, o fim será sempre o mesmo.
Mas até hoje, o que me chamou mais atenção foi o que li em Convite à Filosofia. É que, infelizmente, como disse, nunca tive acesso à obra na íntegra. Mas há outros personagens, só para citar, Labdácio (avô de Édipo), por exemplo.
Quando disse que a peça abrangia várias temáticas estava só introduzindo o que gostaria de dizer agora.
"Édipo", do grego, significa "pé inchado", "Laios", "pé torto" e "Labdácio", "coxo". Repararam numa coisa? Todos os nomes dos personagens referem-se a um defeito no pé ou perna. É que naquela época, com todos aqueles deuses que habitavam suas crenças, os gregos procuravam de alguma forma exprimir sua condição de mortalidade. E Sófocles o relaciona com a terra. Veja. Se nascidos da terra, eram imortais; mas se nascidos de um homem e de uma mulher, meros mortais. Por isso a dificuldade de caminhar sobre a terra. Mais acertadamente, em se relacionar com a terra (com o imortal), o que metaforiza a dificuldade em aceitar sua mortalidade. Além disso, pela própria tragédia em si, infere-se a fragilidade das leis humanas¹, em que Laios manda Édipo ser morto, Édipo acaba por matá-lo, porém, e por desposar sua própria mãe.
Sinceramente, estou para conhecer alguma peça que consiga manter tamanho entrosamento entre o plano literal e o plano metafórico.
E não sei quanto a você, mas eu nunca tive nenhuma dificuldade em aceitar essa condição de mortal, nem a mínima vontade de ser imortal. Aliás, nessas condições, como seria o nome da personagem? Fiquei curiosa... do grego: telos/teleios = perfeito e podos/podes = pé
Ah! sei lá, que viajada!Mas posso dizer, nessa metáfora, que ando muito bem pela terra, obrigada. E você?
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¹CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia.
¹CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia.
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
A Dança do Universo
O livro A dança do Universo, de Marcelo Gleiser compreende um compactado mas bom agrupamento de aspectos biográficos de alguns cientistas, lato sensu. De uma forma geral, posso dizer que o livro aborda a história da física, partindo das crenças mitológicas até os dias de hoje.
Além da linguagem acessível, a leitura é cativante e quase nada cansativa. Altamente recomendada para qualquer pessoa que se interesse ou não pelo assunto. Se você não conseguir ler até o fim, recomendo ao menos as pequenas passagens em que o físico conta um pouco de cada personalidade científica. É só olhar o índice remissivo.
Acredito que, embora o livro apresente algumas falhas conceituais* (do meu humilde ponto de vista - não sou estudante de física), o objetivo de quebrar aquele famoso esteriótipo de "cientista é um ser frio ou ateu" é perfeitamente alcançado.
Pense bem num assunto que, para você, traduza uma situação de pólos completamente distintos, o preto e o branco do mundo: pensou? Uma pequena sugestão: Ciência x Religião.Pois é. No livro acho que aos poucos, essa diferença vai enfraquecendo. Eu mesma sempre fui da opinião de que uma não necessariamente exclui a outra. Cada uma tem um campo próprio para sua atuação, e alguns pontos que se tocam e são comuns. E por que não interpretar como respostas diferentes para uma mesma pergunta? Cada uma com sua fundamentação.
Veja por um lado. Se até mesmo a ciência admite teorias completamente opostas para explicar a luz, a teoria corpuscular e a teoria ondulatória, por que não a Religião apresentar a sua teoria baseado na fé? O que não admito é que uma subjugue a outra. Deve haver uma harmonia entre duas criações absolutamente humanas. Não podemos nos esquecer que, tanto a religião quanto a ciência são resultados de uma mesma capacidade: a mente do homem. E tanto em uma como na outra, é necessário a crença. Na religião nem precisa entrar muito a fundo. Todo mundo já ouviu falar em "fé". Mas na ciência, muitos conceitos, muitas teorias, são baseados em crenças. São as chamadas hipóteses. Ainda que se trabalhe com axiomas e postulados só por estes a ciência não pode evoluir. E acho que isso fica bem claro no livro. A teimosia e a paixão pelo entendimento levaram a incríveis descobertas que culminaram em verdadeiras revoluções científicas.
É por isso, que deixo a vocês frases** do cientista mais conhecido de todos os tempos, o que demonstra facetas bem-humoradas, de um cientista que, antes de tudo, também foi alguém assim: de carne, osso e sentimentos.
1) Só duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e só tenho dúvidas quanto ao universo. Albert Einstein
2) Senso comum é uma coleção de preconceitos adquiridos aos 18 anos. Albert Einstein
3) Você realmente não entende algo se não consegue explicá-lo para sua vó. Albert Einstein
*M.G. utiliza insistentemente o termo "força centrífuga" para situações como a de pessoas dentro de um carro numa curva acentuada em alta velocidade. Eu sempre aprendi que nessas situações não havia uma força centrífuga, que escapa radialmente, já que escapa, nessa situação, tangencialmente. Veja, é uma questão terminológica.
** A frase n. 2 pode ser encontrada no próprio livro A dança do Universo, já as outras duas não conheço nenhuma fonte para citar.
P.S.: Pra galera que quiser saber a respeito de outras opiniões sobre o livro, recomendo os seguintes links: Como distorcer a Física e Coisa de Gorgo. São opiniões distintas. Mas pra chegar à sua própria conclusão, só lendo o livro!
Além da linguagem acessível, a leitura é cativante e quase nada cansativa. Altamente recomendada para qualquer pessoa que se interesse ou não pelo assunto. Se você não conseguir ler até o fim, recomendo ao menos as pequenas passagens em que o físico conta um pouco de cada personalidade científica. É só olhar o índice remissivo.
Acredito que, embora o livro apresente algumas falhas conceituais* (do meu humilde ponto de vista - não sou estudante de física), o objetivo de quebrar aquele famoso esteriótipo de "cientista é um ser frio ou ateu" é perfeitamente alcançado.
Pense bem num assunto que, para você, traduza uma situação de pólos completamente distintos, o preto e o branco do mundo: pensou? Uma pequena sugestão: Ciência x Religião.Pois é. No livro acho que aos poucos, essa diferença vai enfraquecendo. Eu mesma sempre fui da opinião de que uma não necessariamente exclui a outra. Cada uma tem um campo próprio para sua atuação, e alguns pontos que se tocam e são comuns. E por que não interpretar como respostas diferentes para uma mesma pergunta? Cada uma com sua fundamentação.
Veja por um lado. Se até mesmo a ciência admite teorias completamente opostas para explicar a luz, a teoria corpuscular e a teoria ondulatória, por que não a Religião apresentar a sua teoria baseado na fé? O que não admito é que uma subjugue a outra. Deve haver uma harmonia entre duas criações absolutamente humanas. Não podemos nos esquecer que, tanto a religião quanto a ciência são resultados de uma mesma capacidade: a mente do homem. E tanto em uma como na outra, é necessário a crença. Na religião nem precisa entrar muito a fundo. Todo mundo já ouviu falar em "fé". Mas na ciência, muitos conceitos, muitas teorias, são baseados em crenças. São as chamadas hipóteses. Ainda que se trabalhe com axiomas e postulados só por estes a ciência não pode evoluir. E acho que isso fica bem claro no livro. A teimosia e a paixão pelo entendimento levaram a incríveis descobertas que culminaram em verdadeiras revoluções científicas.
É por isso, que deixo a vocês frases** do cientista mais conhecido de todos os tempos, o que demonstra facetas bem-humoradas, de um cientista que, antes de tudo, também foi alguém assim: de carne, osso e sentimentos.
1) Só duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e só tenho dúvidas quanto ao universo. Albert Einstein
2) Senso comum é uma coleção de preconceitos adquiridos aos 18 anos. Albert Einstein
3) Você realmente não entende algo se não consegue explicá-lo para sua vó. Albert Einstein
*M.G. utiliza insistentemente o termo "força centrífuga" para situações como a de pessoas dentro de um carro numa curva acentuada em alta velocidade. Eu sempre aprendi que nessas situações não havia uma força centrífuga, que escapa radialmente, já que escapa, nessa situação, tangencialmente. Veja, é uma questão terminológica.
** A frase n. 2 pode ser encontrada no próprio livro A dança do Universo, já as outras duas não conheço nenhuma fonte para citar.
P.S.: Pra galera que quiser saber a respeito de outras opiniões sobre o livro, recomendo os seguintes links: Como distorcer a Física e Coisa de Gorgo. São opiniões distintas. Mas pra chegar à sua própria conclusão, só lendo o livro!
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