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quinta-feira, 29 de maio de 2014

The climb

Okay. Now I've got to share this in here.
Always owner of the greatest suggestions, my babe showed me today a short documentary about creativity, which I watched to, though, through the perspective of what I'd call "the climbing to success". It explains why the "author" thinks Da Vinci was no genious - at least till he got into his highest spot of his long career.
I loved it.

To see the videos, access here. It's called The long game.  

terça-feira, 8 de abril de 2014

Pequena Abelha

Era nosso aniversário de dois anos de namoro. Já tínhamos jantado e até recusado a sobremesa porque estávamos satisfeitos e esperávamos a conta. E então eu tive a brilhante ideia de contar sobre o livro "Pequena Abelha", de Chris Cleave, para meu namorado. Contei a história toda. Não toda detalhada, claro. Afinal, ainda que não tenham trazido a conta em questão de segundos, nunca há muito tempo para uma grande narração nesse intervalo. Mas contei sobre o assunto, o clímax e o final (sim, porque eu sei que ele nunca vai ler o livro mesmo). Prometo não contar o final aqui, entretanto. Porque espero, com sinceridade, que você o leia.

A história é sobre refugiados. Pequena Abelha é o nome de nossa protagonista. Não é seu nome verdadeiro, é um nome que criou para se proteger, para viver, não num anonimato, mas em meio à esperança de continuar viva. A trama, é claro, gira em torno especificamente de Pequena Abelha, uma nigeriana que foge de seu país rumo à Inglaterra, mas é detida por 2 anos assim que lá chega. 
Temos outra narradora no livro, Sarah, cuja história se cruza com à de Pequena Abelha num passado nunca por ambas esquecido. Talvez você ache melhor classificá-la como coprotagonista, ao lado de "Abelhinha", como também gostava de ser chamada. Mas, pessoalmente (e sou eu que lhes escrevo, de modo que posso escrever o que bem entender - muaha-ha-ha :P) eu não a consideraria assim, apesar de o livro todo revezar os relatos, ora de Abelhinha, ora de Sarah. É só porque, como disse inicialmente, a história é sobre refugiados (é como eu vi o livro, ao menos). A história de Abelhinha é uma entre outras tantas. É fictícia, mas é a personificação de muitas histórias verdadeiras, não tenho dúvidas. O próprio autor ao fim do livro diz que, embora o centro de detenção onde Pequena Abelha ficou por 2 anos não exista, ele é baseado em relatos de refugiados que realmente estiveram em centros como aquele. 
Eu não quero contar-lhes muito a respeito do livro. Achei ele simplesmente genial. Eu peguei-o para ler, confesso, sem esperar muita coisa dele, ainda mais porque é daqueles livros que enche de declarações de um tanto de críticos na contracapa e ainda não quer revelar nem sobre o que a história trata. E, cá entre nós, perdão pela vulgaridade, mas geralmente quando fazem isso, o produto é uma merda. Mas, se já faço muito em revelar sobre o que o livro irá trazer, não me atrevo a contar nada mais. Se ele quer se anunciar como o faz, cheio de mistérios, só acredite em mim: ele o faz por merecer! Ele pode!
Só tem mais uma coisinha que queria dividir aqui a respeito do livro. Em geral, ele é genial por uma série de motivos, a história é fascinante, os personagens vão criar reações em vocês, mas, tem um QUÊ a mais em tudo isso, que costuma ser MUITO importante para mim: ele é cheio de frases de efeito. Frases de efeito geniais. Quando eu pensava que tinha lido a melhor delas, logo me aparecia outra. Acho que não consegui eleger uma favorita. Mas se vocês conseguirem, por favor, compartilhem ela aqui comigo! 
Boa leitura.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O problema da mentira

A mentira, em si, não envolve apenas a questão da confiança e da credibilidade. Mentiras e mais mentiras criam um universo muito real: o das atenções redobradas.
O mentiroso conhece suas limitações. Ou pelo menos deveria.
Quem mente tem de se próprio policiar incansavelmente. Tem, claro, pouca credibilidade, estima e admiração dos outros. E simplesmente vive em companhia ao medo. Segreda com ele todas as noites antes de dormir - e dorme mal. Escondem-se sob o mesmo máculo manto do silêncio e usam a máscara da crítica ao comportamento alheio como fantasia predileta. Enquanto se focam a falar mal dos outros, pensam que ninguém lembra de seus defeitos. Ledo engano. Isso só confirma a superficialidade que lhes reveste.
Não que eu repudie qualquer tipo de mentira, mas primo sempre pela verdade. Eu sei e todo mundo sabe que às vezes ela realmente nos abala. Mas ficar com a "versão do consolo", afinal, serve de quê?
Quem já deu algumas mentidas ou mesmo omitiu alguns fatos sabe a situação desconfortável e sem saídas em que se colocam. E eu claro, não fujo dessa realidade.
Há fatos e fatos. E somente fatos. Mas somos nós que os carregamos de propósitos, de moralidade e de sentimentalismos. Ora, porque somos humanos!
Eu, nos meus dilemas entre o dizer e o não dizer, me decidi a não omitir, sempre que achar que faz muita diferença esconder os fatos. Eu sei que com isso ainda vou ouvir muita coisa a contragosto. Mas sinceramente, não tem perda maior que não deixar as coisas acontecerem da forma mais agradável possível. Cada mentira (ou omissão) é uma ruptura da normalidade, da fluidez dos fatos. E já que tudo são fatos, deixemos que fluam.
A vergonha não está em quem a timidez ultrapassa os bons modos: olhar nos olhos enquanto com o outro se fala. A vergonha está em ter motivos reprováveis para não o fazer: é difícil encarar quando se está mentindo.
No final das contas, chega-se à conclusão de que mentira alguma é bem-vinda. Algumas são toleráveis, é verdade. Eu jamais teria coragem de dizer a um mendicante que não lhe dou esmolas porque não quero. Minto, simplesmente: "não tenho trocado".
Mas abrir brechas é uma questão bastante complicada. Começa-se com uma "exceçãozinha" e logo as exceções viram as regras. É bom estabelecer limites para tudo.
O grande mentiroso também pode estabelecer limites. Uma hora ele vai sim se dar mal. A limitação depende somente do quanto ele se importa com isso. Perdoem-me, depende só do quanto ele quer se "ferrar".
Dá para se pensar assim: se incomoda no inconsciente mentir, é porque não se deve mentir. Se o caso, no entanto, deveria incomodar, mas não incomoda, creio que a questão fuja bastante do assunto. Não se trata de ser mentiroso. Trata-se de um outro comportamento. Não sei se existem graus de moralidade. Mas vejo isso como algo que transcende a imoralidade da mentira. Seja qual for o nome para esse indiferente calunioso.

domingo, 20 de julho de 2008

Agosto: navegando na leitura

Entre os dias 14 a 24 de Agosto acontecerá a 20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Evento organizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) a cada 2 anos, terá um maior investimento voltado às crianças e jovens, na faixa dos 5 aos 17 anos. E não é por menos. Segundo a OSCIP Instituto Pró-livro, a pesquisa realizada - Retratos da Leitura - mostra que além da faixa etária dos 30 a 49 anos e dos jovens entre 18 e 24 anos, outra faixa que se destaca é justamente a dos 5 aos 17 anos (Segundo Ibope: 39% dos 95,6 milhões de leitores de livros no Brasil estão entre os 5 e os 17 anos)*

Nesse link que foi passado, consta uma série (enorme) de dados, gráficos, tabelas comparativas, etc. Eu achei sinceramente impressionante.

O Brasil, apesar do alto índice de analfabetismo, sem dúvida tem expandido seu número de leitores. Surpreendeu-me a taxa de 35% do seguinte gráfico:

[Clique na imagem para ampliá-la]

Em suma, foi só um post com desejo de passar informação "pra frente" e deixar escapar um pouquinho do meu contentamento em relação à atividade que mais me ocupa: a leitura.

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*Fontes:

Revista Ler & Cia - edição 21
Bienal do Livro

terça-feira, 24 de junho de 2008

Velhas dúvidas meio esclarecidas

Na canção de Geraldo Vandré, "Para não dizer que não falei das flores", há o famoso trecho

"Vem vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"
A música, que conquistou o segundo lugar no Festival Internacional da Canção (1968) têm lá seus cunhos políticos de resistência militar que eu cuido em não entrar pormenorizadamente por falta de domínio no tema (quase absoluta, diga-se de passagem).
Aliás, por muitos anos da minha vida, pelo menos proporcionalmente falando, ela esteve presente. Em uma ou outra aula de história do ensino fundamental, nas discussões trazidas dentro de aulas de redação do ensino médio, e até na propaganda do Prouni veiculada na TV (para a irritação de alguns) ela se apresentava, pra mim, tão enigmática quanto um "cubo mágico".
O fato é que eu, sempre muito ingênua, não entendia o que a letra queria dizer com aquelas palavras. Soava um bando de rimas pobres (pelo recurso poético, peloamordedeus!) e bonito de alguma forma. Só.
Eis que alguns anos se passaram, e venho a ler num capítulo dedicado à Filosofia Contemporânea, de um livro de Filosofia¹ (meio óbvio), as seguintes palavras, dentro do contexto de "Ideologia":
"O pensamento, posto em movimento na história, desfere um golpe na visão estática e metafísica do mundo".
Essa é, claro, com outras palavras, a percepção de Hegel, dentro do idealismo. Mais ou menos como Conhecer pela transformação.
Já pelo materialismo de Marx e Engels, seria "conhecer para transformar".
É claro que isso foi algo que me veio à tona pela leitura completa do capítulo, juntamente com as atividades propostas no livro ao final da unidade inteira. E digo: isso é tão-somente minha forma de divagar. Ou seja, é uma simples opinião que divido aqui, com vocês.
As duas frases em vermelho estão presente literalmente no livro. Mas a releitura que eu fiz foi a seguinte:
Pelo idealismo de Hegel, a letra da canção (sim, finalmente juntando os pontos) ficaria como uma crítica negativa, visto que se conhece pela transformação, pela própria evolução histórica, em que o conhecimento se dá como fruto da história (razão histórica), e nessa perspectiva, o sujeito do conhecimento seria passivo.
Já pelo materialismo de Marx, é preciso a ação (imperativo na letra da música, inclusive) . Pois o conhecimento é uma forma de transformar o mundo.
É claro que tanto o idealismo como o materialismo sofreram grandes críticas como ideologias. E é claro também que tenho pouco respaldo para abrir uma longa discussão sociológica. E claro que essa minha forma de entendimento fica restrito a esse trecho específico da canção. Agora, quem, souber mais, pode dividir aqui comigo e acabar com esse conflito que cultivo há anos!
Outra coisa que gostaria de dividir com vocês: um artigo acadêmico sobre a propaganda do Prouni, achei bem interessante, apesar de ainda não ter lido tudo.
Da minha parte, relativo ao "conhecer", reconheço que pesquisar, pesquisar, pesquisar e pesquisar é fundamental! E é por isso que tento trazer abordagens diferentes para o blog.

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¹ Aranha, Maria Lúcia de A.; Martins, Maria Helena P. Filosofando: Introdução à Filosofia

domingo, 8 de junho de 2008

Caperucita Roja

Não é a primeira vez que penso em saber o que se passa por trás dos grandes contos infantis. De alguma forma, sempre me senti atraída pelos desenhos, pelas animações. Diferente de muita gente, eu sempre achei que eles eram direcionados ao público infantil – mas verdadeiramente feitos para os adultos.
Vou contar “minha história”. Tudo começou no segundo colegial. Tínhamos aulas à tarde de redação. Eu particularmente achava uma perda de tempo. Fazia as redações que a professora me pedia, mas acho que foram poucas as vezes em que recebi de volta uma corrigida. Mas eu frequentava as aulas, claro, por motivo de amor maior: meu paquera (rsrsrs) – hoje meu atual namorado, muito bem, obrigada!
Numa dessas aulas fomos para a sala de exibição de filmes. Filmes escolhidos: Rei Leão e Hamlet. Era só um paralelo, com algumas cenas selecionadas de cada um. O mais triste foi terem cortado todas as passagens musicais de Rei Leão, um verdadeiro desperdício ao riso descomedido. Hamlet não conhecia a história, nunca vi até hoje, nem li... continuo sem saber. Enfim, a professora iniciou uma verdadeira discussão, no melhor estilo mesa-redonda. E revelou-me um “segredo”: Rei Leão não é uma história feliz. Apenas uma história da vida. Do ciclo da vida (nascer, crescer e morrer). Assim, básico. Simples.
Sim, foi aí que meu interesse nasceu. Depois eu nunca mais fui a mesma. E me fizeram muito bem. Uma nova perda de ingenuidade. Quando dei por mim, a história mais sem pé e sem cabeça que eu já ouvira, começou a me incomodar um pouco mais: o que aquela Alice queria dizer com todas aquelas loucuras no país das maravilhas? Fiquei de comprar o livro na versão original (inglês), porque descobri que algumas passagens só fazem sentido em Inglês, por causa de alguns trocadilhos espalhados pela história. A grana não rolou, e me contive com o que li no Rainha de Copas.
A escolhida dessa vez foi chapeuzinho vermelho. Andei pesquisando. Sim, como sempre. E também como sempre, estou aberta a contestações, afinal, me sirvo de material cibernético.
Mas do que li, Chapeuzinho vermelho é um verdadeiro conto destinado ao mundo adulto, já que constitui excelente metáfora da sexualidade. Por quê?
Irei só apontar os tópicos que li e disponibilizar os links pro post não ficar enorme:


- Vermelha é a cor da libido, da paixão, da menstruação;
- Há diversos símbolos espalhados pela história (e agora, um bom livro dos Grimm me seria de grande utilidade para conferir tal arguição): colhendo avelãs, simbolizando luxúria e fertilidade; borboletas, a metamorfose; as flores, a passividade; o cuidado de não quebrar a garrafa de vinho, o zelo pela virgindade.
- Nessa direção, o lobo traduz a figura do agente sedutor, a confirmação disso vem das famosas frases: que orelhas grande/mãos grandes/ boca grande, apelo expressivo aos traços masculinos e imponentes em comparação aos da avó;

- A passividade antes dita, diz respeito ao fato de chapeuzinho tomar o caminho mais longo, mas ela é quebrada quando das insinuações de Chapeuzinho, a ver: mostrando a direção da casa da avó.
- O caçador representa também a figura masculina, porém, ao contrário do agente sedutor, ele é aquele que põe ordem.
- Chapeuzinho, salva, promete à mãe nunca mais lhe desobedecer, agora conhecedora dos perigos da “perdição”.
- A mãe, embora peça obediência, expõe sua filha ao mundo da qual quer sua filha longe.
Gostou? Então confira esses links:
La verdad sobre caperucita roja; Chapeuzinho Vermelho: uma linguagem sedutora do jogo; Chapeuzinho Vermelho e a Formação da Histeria