terça-feira, 27 de agosto de 2013

Perspectiva

E se eu contar a mesma história sob outra perspectiva, ela se torna uma mentira?
Em caso negativo, um dia eu termino de construí-la. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Crônica constitucional

A experiência constitucional brasileira, da Independência até o início da vigência da Constituição de 1988, é uma crônica da distância entre intenção e gesto, do desencontro entre norma e realidade. A marca da falta de efetividade, impulsionada pela insinceridade normativa, acompanhou o constitucionalismo brasileiro pelas décadas afora, desde a promessa de igualdade de todos na lei, feita pela Carta imperial de 1824 - a do regime escravocrata -, até a garantia a todos os trabalhadores do direito a colônia militar. Destituídas de normatividade, as Constituições desempenhavam o papel menor, mistificador, de proclamar o que não era verdade e a de prometer o que não seria cumprido. Boa parte da responsabilidade por essa disfunção pode ser creditada à omissão dos Poderes Públicos em dar cumprimento às normas constitucionais. - Luís Roberto Barroso 
Se o min. Barroso não é um poeta crítico do constitucionalismo, não sei como o qualificar melhor.  

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Batman

Meu comentário sobre a petição online contra Ben Afflec? Quanta "energia" mal gasta. É, porque há muitas outras poucas causas nobres para se lutar na vida. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lugar-comum

Não tem problema ser cliché o nosso amor.
A percepções alheias, é o que sempre será.
A ideia que dele fazem pouco importa:
mãos dadas, cafuné, jantares, sorvete e cinema -
comum a casal qualquer - isso sequer é amor.
Desiludidos: "a velha história de amor sem fim".
E repetem, ao ver todo par de gente, virando os olhos,
quiçá com repulsas; como se algo soubessem...
O fácil descuido de pensar que amor se compara.
Nosso amor é aquilo que nasce a partir dele.
Não falo das fotografias, das mensagens,
das piadas internas ou objetos que o coisificam.
São, antes, o pensamento não estampado na imagem;
o coração vibrando ao ler qualquer demonstração de afeto;
o sentimento de alegria inigualável
de se ter toda uma narrativa partilhada passível do cômico.
São as melodias vindas e vindouras,
simplesmente porque a canção lembra o outro.
Ou se cantadas, as músicas perdendo o ritmo,
pouco a pouco, em verdadeiro rallentando. 
Culpa do beijo. Embora, confesse: trajetória previsível
quando os lábios se põem a entoar
(cantar é pedir um beijo, sem pedir de verdade).
Quero, deveras, que nosso amor seja um "lugar-comum",
mas como metáfora do espaço ideal de conforto
que encontramos um nos braços do outro.




quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Salvação

O outro eu

Velha história da grama do vizinho ser mais verde, a busca pela satisfação pessoal parece algo infindável (se você não é um monge budista ou algo que o valha). 
Sempre tem algo que nos incomoda, algo que nos outros parece ter mais destaque (embora a própria pessoa também deva ter a mesma sensação quando volta seus olhos para nós). 
Eu sei que é preciso ter leveza na vida, e não se levar tão a sério e mais uma série de blablablás que escutamos, lemos e falamos por aí. Mas, convenhamos, não é fácil. Todo mundo quer ser feliz, oras. Ninguém quer se sentir menos ou menor, mas acontece que o mundo é formado de gente e mais gentes, e as comparações ocorrem de maneira quase inevitável. E o mais triste de tudo isso é que nós mesmos sempre começamos a comparar: o outro e o "eu". 
A questão que fica é: se sempre dizem para não nos importarmos com o que os outros pensam de nós, como calar esse "eu" que é mais contra mim que a meu favor? 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013