terça-feira, 21 de agosto de 2012

Uma palavra para cada coisa

Mizpah - Profundo vínculo emocional entre pessoas, especialmente aquelas separadas pela distância ou morte. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pra onde (quem) vai seu consumo?

Toda vez que estamos consumindo algo, alguém se beneficia. De certo modo, isso é bom, afinal, todo mundo precisa do pão de cada dia. Faça o quiz e descubra quantas pessoas você ajuda por dia.


Meu resultado foi 22 pessoas/dia.


Divagando...

Estava eu aqui meio desanimada com o andamento dos fatos em minha vida, uma mesmice com muitos precedentes - cuja trilha sonora seria totalmente oportuna ao som de "What's up - 4non blondes", exceto que não tenho 25 anos -  até que me deparei com uma frase que anotei do livro Ficções, de J. Luis Borges, e senti que, de certa forma, esse sentimento incômodo foi por ora afastado.

"... a realidade não tem a menor obrigação de ser interessante".

Realmente, não tem mesmo a menor obrigação. Talvez a única que tenha a obrigação de ser interessante seja eu mesma, se eu quiser me sentir fora das bordas da realidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Além de mim

Não é que sem ele eu não estaria dando meu melhor... mas é tão bom saber que isso está fazendo alguém além de mim feliz também.
By: Thomas Seiki Ueda

sábado, 30 de junho de 2012

Mistério

Nem sei direito por que, mas ele me adora
E lá fora, tem lugar p'ra tanta gente como eu...
Mas uma voz silenciosa me diz:
"Ah, não tem, não". 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cosmic Tony

Créditos BBC News

Cosmic Tony é uma figura interessante. Criado por Nick Hornby em seu livro "A long way down", que narra  o encontro de 4 pessoas cujo único vínculo subjetivo se deu em razão de estarem no mesmo dia e no mesmo lugar (no topo de um prédio) com a intenção de se suicidarem.
Num encontro nada casual como este pode haver vários desfechos. É claro que, estendendo a conversa e ninguém pulando do prédio, é possível que aos poucos os personagens cheguem a conhecer um ao outro um pouco melhor. Tudo bem, é um "conhecimento" superficial. Mas ainda assim real. Afinal, quando se descobre que a pessoa tinha a intenção de se matar, já se sabe muita coisa a respeito dela.
Uma das personagens, bastante religiosa, numa dessas conversas estendidas, acaba sendo questionada por outro (e aqui eu estou parafraseando o diálogo dos dois com minhas palavras e minha vaga memória):
"Se você pudesse fazer um trato com Deus. Ele dissesse, ok, gostamos muito de você, mas gostaríamos que ficasse na Terra. O que podemos fazer para persuadi-la?"
Ao que ela responde:
"Deus? Se ele em Sua infinita sabedoria em Pessoa dissesse para eu ficar, não precisaria haver nenhum motivo. Eu simplesmente ficaria".
Ele, percebendo que não progrediria muito na conversa se mantivesse Deus metido na história, reformula sua pergunta:
"Ok, não Deus. Digamos, um presidente cósmico, ou primeiro ministro. Tony Blair, alguém que pudesse ajeitar as coisas. Você não pode fazer o que Tony Blair lhe disser, sem pedir nada em troca. E então, o que seria?"
"Ele pode curar Matty?"
"Não, ele só pode ajeitar as coisas".
"Eu gostaria de férias".
"Por Deus, você é uma barganha! Você escolheria viver pelo resto da sua vida por uma semana de férias na Flórida?"
"Faz 19 anos que não tiro férias".
Conversa vai, conversa vem, ele continua:
"Ok. Como seu empresário, eu vou pedir ao Cara que lhe dê férias por um ano. Talvez dois".
"Você não pode fazer isso!" - e então ela viu como estava levando todo aquele papo muito a sério e que um ano era demais.
"Confie em mim. Eu conheço o mercado. Cosmic Tony não vai achar que está pedindo muito. E quê mais?" 
Cosmic Tony. Quem não gostaria de se deparar com um desse tipo e ter as coisas resolvidas? (Levando em conta que Tony ainda estivesse no poder, rs).
E não digo assim para situações extremas como as dos personagens. Para pequenas coisas da vida mesmo.
Eu, sem sair dos limites da ética e da moral, pediria uma bolsa integral de estudos no melhor curso preparatório para concursos públicos. O resto eu faria por minha conta.
E você, o que pediria?

sábado, 16 de junho de 2012

Sensações

Outro dia um amigo recordou-me de uma certa "fobia" minha. Não vou aqui revelá-la. Que isso fique reservado àqueles que tiverem a oportunidade de preencher um espaço e um tempo mais longo de suas vidas do que a curta duração da leitura vertical deste post.
Mas essa sensação de pânico, que nunca consegui descrever muito bem ao certo, que me fez já tirar risadas alheias, que eu também nunca soube se riram da incômoda sensação de incompreensão ou se por me acharem maluca mesmo, ah, essa sensação inextricável de não sair do meu psicológico para que os outros pudessem entender, ela se dissipou.
Eu lia Borges. E ele soube explicá-la. Não só por mim, mas por diversas outras pessoas.
Eis aqui: 
Desde aquele instante, senti ao meu redor e em meu corpo obscuro uma invisível, intangível pululação. Não a pululação dos exércitos divergentes, paralelos e afinal coalescentes, mas uma agitação mais inacessível, mais íntima, e que eles de algum modo prefiguravam. 
Outro trecho: 
Voltei a sentir aquela pululação de que falei. Pareceu-me que o úmido jardim que rodeava a casa estava saturado até o infinito de pessoas invisíveis. Essas pessoas eram Albert e eu, secretos, atarefados e multiformes noutras dimensões de tempo. 

Pois é. Talvez meu pavor derive desta sensação de muitos tempos (ou dimensões) em que o hoje impossível fosse outrora possível. E isso me assusta. 

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Trechos extraídos do conto O jardim de veredas que se bifurcam.