segunda-feira, 29 de julho de 2013

Poeminha do dia

Maquinomem
O homem esposou a máquina
e gerou um híbrido estranho:
um cronômetro no peito
e um dínamo no crânio.
As hemácias de seu sangue
são redondos algarismos.

Crescem cactos estatísticos
em seus abstratos jardins.

Exato planejamento,
a vida do maquinomem.
Trepidam as engrenagens
no esforço das realizações.

Em seu íntimo ignorado,
há uma estranha prisioneira,
cujos gritos estremecem
a metálica estrutura;
há reflexos flamejantes
de uma luz imponderável
que perturbam a frieza
do blindado maquinomem.

Helena Kolody

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ponto alto

Trágico ponto alto do dia: acontece que eu só estava precisando ser um pouco má.

Pedra

Acho que eu nunca vou me esquecer de uma conversa que eu tive com um estranho que me disse que morar sozinha tem suas desvantagens. Aquela conversa sempre me vem à tona quando eu fico triste. Ele me disse sobre uma série de coisas que nos torna, claro, maduros e preparados para a vida. Disse que aprendemos muito estando sozinhos, que a gente aprende a administrar  a própria dor. E que isso era ruim.
Sim, é ruim o bastante.
É ruim achar que temos sempre com quem contar, e na verdade não termos, e ver que, no final das contas, a gente fica bem sem ninguém.
Eu não quero que meu coração fique petrificado assim. Mas mesmo buscando ajuda, e dizendo como me sinto, eu fico sozinha... acho que a vida deve ser um caminho solitário assim mesmo.
Eu não quero que meu coração fique petrificado assim. 

sábado, 20 de julho de 2013

Imagina

Imagina quando a classificação for entre os 30 primeiros! :)
Enfim, feliz da vida! 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Escrever é Ok

Escrever é dar a si uma chance de falar não como quem urge, mas como quem reflete, não de forma menos verdadeira, de modo a aparentar que escolhe um pouco mais detidamente as palavras por medo de ser mal interpretado ou querer agradar aquele que lê. Quem escreve assim o faz porque os pensamentos são ágeis, e fazem eles parte de um mundo muito maior de possibilidades, de que as palavras, assim escritas, não poderão jamais alcançar. É toda uma cautela de selecionar objetos de um mundo infinito e trazê-los à finitude; limitá-los àquilo que é tangível à linguagem e à capacidade humana de reter seu conteúdo. De preferência, para o todo sempre. Falar não demanda tudo isso. Falar requer apenas um ouvinte. Escrever demanda fixar, fixar com a alma e o coração. E não há nada de impessoal nisso. Guardar cartas de amor nunca será igual a guardar vagas memórias de uma declaração falada de amor. 
Escrever é OK

segunda-feira, 15 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Status

Tired of love cliché.
Can't find an image/poem/phrase/song to express how I feel about you.